Orlando é caminhoneiro aposentado, com 40 anos de experiência nas estradas, e construiu sua trajetória política a partir da militância e da defesa dos trabalhadores. Sua candidatura a deputado federal nasce da preocupação com a perda de empregos, o enfraquecimento da indústria fluminense e as condições enfrentadas por trabalhadores do transporte. Agora, quer levar ao Congresso propostas voltadas à reindustrialização do Rio de Janeiro, à educação, à geração de emprego e renda e à valorização de quem trabalha.

Quem é Orlando e por que você é candidato nas eleições de 2026?

Sou candidato porque quero ver mudanças no Rio de Janeiro. Vi de perto uma cidade que já teve uma indústria muito forte perder empregos e oportunidades ao longo dos anos. Estaleiros que empregavam milhares de pessoas fecharam ou reduziram suas atividades, e isso teve consequências para trabalhadores e famílias.

Acredito que emprego e segurança também estão relacionados. Quando faltam oportunidades e perspectivas, os problemas sociais aumentam. Por isso, quero trabalhar para trazer de volta investimentos, fortalecer a indústria e gerar emprego e renda para a população.

Não podemos olhar apenas para o imposto que uma indústria paga. Uma empresa também movimenta a economia por meio dos salários dos trabalhadores, do comércio e dos serviços ao seu redor. Quando existe emprego, o dinheiro circula e fortalece toda a cidade.

Conte um pouco da sua trajetória pessoal e profissional antes da política. O que nela explica por que você decidiu ser candidato agora?

Antes de pensar em ser candidato, entrei na política como militante. Foi a partir das situações que acompanhava no dia a dia e das decisões que considerava equivocadas que comecei a participar mais diretamente.

Fui caminhoneiro durante 40 anos e hoje sou aposentado. Essa experiência me fez conhecer de perto a realidade das estradas e as condições de trabalho dos motoristas.

Vi profissionais submetidos a jornadas excessivas, pressão por prazos e condições que colocam em risco tanto o motorista quanto quem circula pelas rodovias. Também acompanhei problemas de fiscalização e estrutura.

Foi vivendo essa realidade que percebi que algumas mudanças dependem de leis e de políticas públicas. É essa experiência que quero levar para o Congresso Nacional.

Qual foi o maior desafio que você enfrentou na sua área de atuação e como essa experiência vai influenciar seu trabalho como parlamentar?

Um dos grandes problemas que encontrei foi a falta de respeito às condições de trabalho dos motoristas. Muitas vezes, quem determina horários e prazos não conhece a realidade de quem está na estrada e acaba exigindo jornadas incompatíveis com o descanso necessário.

Todo trabalhador tem direito ao descanso. Um caminhoneiro que passa horas esperando para carregar o veículo não pode depois ser pressionado a dirigir durante toda a noite como se o cansaço não existisse. Isso coloca vidas em risco.

Quero trabalhar também pela modernização da fiscalização. Hoje temos tecnologia suficiente para acompanhar jornadas e tornar os processos mais eficientes. Não faz sentido, por exemplo, manter caminhões parados durante muito tempo em barreiras fiscais apenas para cumprir procedimentos que poderiam ser digitalizados.

Tecnologia, fiscalização e valorização profissional podem tornar as estradas mais seguras e melhorar as condições de quem trabalha no transporte.

Quais serão as prioridades do seu mandato?

Uma das principais prioridades será a educação. Quero defender uma escola que acompanhe a criança de maneira mais completa, não apenas dentro da sala de aula.

Precisamos pensar em escolas com mais atividades, esporte e acompanhamento profissional. Psicólogos, profissionais de saúde e educadores podem contribuir para um ambiente que cuide da formação da criança de forma integral.

Outra prioridade será a geração de emprego por meio da reindustrialização. Quero trabalhar para recuperar atividades industriais que já tiveram grande importância para o Rio de Janeiro, principalmente o setor naval.

Também quero olhar para a produção e para outras atividades econômicas capazes de gerar empregos. O Rio de Janeiro precisa voltar a produzir mais e criar oportunidades para quem hoje está fora do mercado de trabalho.

Na sua visão, qual é hoje o maior desafio do Rio de Janeiro e qual é a sua proposta prática para enfrentá-lo?

Um dos grandes desafios é recuperar a capacidade do Rio de Janeiro de gerar empregos. Quero trabalhar junto ao governo federal para buscar recursos e investimentos capazes de fortalecer novamente a indústria do nosso estado.

O Rio já teve uma atividade naval muito forte. Estaleiros empregavam milhares de trabalhadores e movimentavam toda uma cadeia econômica. Precisamos criar condições para que atividades desse tipo voltem a gerar emprego e renda aqui.

Não podemos olhar apenas para o preço imediato de produzir alguma coisa fora do país. Também precisamos calcular quantos empregos, salários e oportunidades deixam de existir quando essa produção sai daqui.

Defendo uma política que valorize a produção, a indústria e também outras atividades econômicas capazes de movimentar os municípios e gerar trabalho para a população.

Como você pretende manter um diálogo direto e transparente com a população ao longo de todo o mandato e não apenas no período eleitoral?

Quero construir um gabinete com pessoas de diferentes segmentos da sociedade. A política precisa dialogar com professores, trabalhadores da indústria, motoristas e tantas outras categorias.

Também quero que o mandato seja transparente. A população precisa poder acompanhar o trabalho, saber quais caminhos estamos tomando e como estamos buscando recursos para os projetos.

Muitos problemas também dependem da articulação entre diferentes níveis de governo. Por isso, quero dialogar com prefeituras, governo estadual e governo federal para buscar soluções e investimentos.

O mandato precisa estar aberto à sociedade e mostrar com clareza aquilo que está fazendo.

Por que o eleitor deve confiar o voto em você em 2026 e o que pode esperar da sua atuação no dia a dia?

Quero construir uma campanha e um mandato baseados na paz, no diálogo e no respeito. Para falar em paz e amor, precisamos também ter compromisso e fidelidade com quem confiou o voto.

O eleitor poderá acompanhar o mandato, conhecer nossas decisões e cobrar aquilo que estamos fazendo. Quero manter essa relação por meio do diálogo e da transparência.

Minha experiência como trabalhador me ensinou a importância do emprego, do respeito profissional e da dignidade. Quero levar essa visão para Brasília e trabalhar para que o Rio de Janeiro volte a gerar oportunidades.

Eu sou Orlando, 1347, candidato a deputado federal. Em nome da paz e do amor no nosso estado.