Nísia Trindade é socióloga e tem uma trajetória de quatro décadas dedicada à saúde pública e à ciência. Foi a primeira mulher a presidir a Fundação Oswaldo Cruz, comandou a instituição durante a pandemia de Covid-19 e, posteriormente, assumiu o Ministério da Saúde no governo do presidente Lula. Agora, é candidata a deputada federal para defender o SUS, fortalecer a ciência, ampliar os direitos das mulheres e contribuir para uma relação mais democrática entre o Congresso, o Executivo e a sociedade.
Quem é Nísia Trindade e por que você é candidata nas eleições de 2026?
Sou uma mulher de 68 anos, nascida no Rio de Janeiro, socióloga e com uma trajetória de 40 anos dedicada à saúde pública na Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz.
Presidi a Fiocruz entre 2017 e 2022 e atravessei, nessa condição, um dos momentos mais difíceis da nossa história recente: a pandemia de Covid-19. Naquele período, trabalhamos para reduzir os impactos da pandemia e salvar vidas, inclusive coordenando o processo de produção de vacinas no Brasil.
Por conta dessa trajetória, fui convidada pelo presidente Lula para assumir o Ministério da Saúde. Foi uma experiência desafiadora, mas também uma oportunidade de reconstruir programas fundamentais para a população, como o Farmácia Popular, ampliar a cobertura vacinal, fortalecer a Estratégia Saúde da Família e contribuir para novas políticas de acesso à saúde.
Minha candidatura nasce principalmente do compromisso com a defesa do SUS, da democracia e de um projeto de desenvolvimento soberano para o Brasil. Também quero contribuir para que a bancada do Rio de Janeiro represente melhor a nossa sociedade e ajude o estado a recuperar sua força econômica, social e ambiental.
Você foi ministra da Saúde e a primeira mulher a presidir a Fiocruz. Como essa trajetória na saúde pública e na ciência molda a sua plataforma eleitoral?
Minha trajetória na saúde pública é central na minha plataforma. A primeira das minhas propostas é garantir um SUS de qualidade para todas e todos.
Para isso, precisamos enfrentar um problema histórico: o subfinanciamento do Sistema Único de Saúde. Mas também precisamos compreender que saúde não depende




