Márcia Peixoto é advogada, líder comunitária e atua há anos em projetos e causas sociais. Viveu por sete anos no Amazonas, onde também participou de projetos sociais, e atualmente mora em Teresópolis. Sua trajetória é marcada pela defesa dos direitos das mulheres, pela proteção do meio ambiente e pela participação popular nas decisões públicas. Agora, é candidata a deputada federal para levar essas pautas ao Congresso Nacional e fortalecer uma política construída junto com a população.
Quem é Márcia Peixoto e por que você é candidata nas eleições de 2026?
Sou advogada e decidi ser candidata porque quero contribuir para a defesa dos direitos das mulheres no Congresso Nacional e também para a proteção da natureza.
Acredito que essas duas pautas precisam estar cada vez mais presentes nas decisões políticas. Quero contribuir para construir leis e políticas públicas que protejam as mulheres, respeitem o meio ambiente e ampliem a participação da sociedade.
Conte um pouco da sua trajetória pessoal e profissional antes da política. O que nela explica por que você decidiu ser candidata agora?
Atuo como advogada desde 2010 e, ao longo dessa trajetória, sempre mantive uma relação muito próxima com as questões sociais.
Também trabalhei em projetos sociais no Amazonas, onde vivi durante sete anos, e atualmente sou liderança comunitária. Sempre gostei de participar das discussões que envolvem os problemas da população e buscar formas de contribuir.
Essa experiência me mostrou que muitas transformações dependem da participação política. Por isso, decidi colocar meu nome à disposição para levar ao Congresso as causas que já fazem parte da minha trajetória.
Qual foi o maior desafio que você já enfrentou e como essa experiência vai influenciar seu trabalho como parlamentar?
Um dos maiores desafios que encontro são os obstáculos que nós, mulheres, ainda enfrentamos para participar da vida política e da gestão democrática.
As mulheres precisam ter condições reais de participar dos debates, das decisões e da construção das políticas públicas.
Essa experiência reforça a minha vontade de trabalhar para ampliar essa participação e garantir que mais mulheres possam ocupar esses espaços e contribuir diretamente para as decisões que afetam suas vidas.
Quais serão as três prioridades do seu mandato?
A primeira será o combate à violência contra a mulher. Precisamos fortalecer a proteção às mulheres e enfrentar uma realidade marcada por casos de violência e feminicídio.
A segunda será a defesa do meio ambiente e a construção de cidades mais sustentáveis, que cresçam respeitando a natureza, o planejamento urbano e a qualidade de vida da população.
A terceira será a participação democrática. Quero trabalhar para que as pessoas possam participar efetivamente das decisões importantes da gestão pública e tenham voz na construção das políticas que interferem diretamente em suas cidades e em suas vidas.
Na sua visão, qual é hoje o maior desafio do Rio de Janeiro e qual é a sua proposta prática para enfrentá-lo?
Um dos grandes desafios é conciliar o desenvolvimento das cidades com a proteção do meio ambiente. Temos visto situações de crescimento urbano desordenado, retirada de árvores e construções que podem desrespeitar o planejamento urbano e a própria natureza.
Não sou contra o desenvolvimento das cidades. O que defendo é que esse desenvolvimento aconteça com responsabilidade, respeitando o Plano Diretor, o Estatuto da Cidade e as características ambientais de cada território.
Em Teresópolis, onde moro, vivemos uma mobilização contra uma legislação que permitia a construção de prédios de até 20 andares. A população se organizou, participou do debate e conseguiu a revogação dessa medida.
Essa experiência mostrou, na prática, que a participação popular pode transformar decisões e defender os interesses da cidade.
Como você pretende manter um diálogo direto e transparente com a população ao longo de todo o mandato e não apenas no período eleitoral?
A participação popular será uma prioridade do meu mandato. Quero construir uma gestão participativa, em que o cidadão tenha condições de acompanhar, opinar e participar das decisões.
Esse diálogo acontecerá por meio de reuniões, atendimento no gabinete, redes sociais, e-mails e outros canais que aproximem o mandato da população.
Quero estar em contato direto com as pessoas para que possamos construir juntos as propostas e buscar nossos direitos de forma democrática.
O mandato não pode funcionar distante da população. Quero que as pessoas participem ativamente da construção das nossas ações e projetos.
Por que o eleitor deve confiar o voto em você em 2026 e o que pode esperar da sua atuação no dia a dia?
Minha trajetória na militância social já me mostrou que a participação popular produz resultados. A mobilização que vivemos em Teresópolis, por exemplo, mostrou que quando a população se organiza, participa e acompanha as decisões, é possível defender direitos e mudar aquilo que consideramos prejudicial para a cidade.
Quero levar essa mesma forma de trabalhar para o Congresso Nacional, mantendo um contato direto com a população e construindo propostas junto com as pessoas.
O eleitor pode confiar o voto em mim porque não quero fazer política sozinha. Quero construir um mandato participativo, em que possamos transformar projetos em ações.
Juntos, vamos transformar projetos em ações.




