Raone Ferreira é professor, formado em História, mestre em Ensino pela UFRJ e doutor em Educação pela PUC-Rio. Sua trajetória começou nos movimentos de juventude ligados à Igreja Católica e passou pela sala de aula, pela militância social e por dois mandatos como vereador de Volta Redonda. Agora, é candidato a deputado estadual com propostas voltadas à valorização dos profissionais da educação, saúde mental, transparência e fiscalização do poder público.

Quem é Raone Ferreira e por que você é candidato nas eleições de 2026?

Sou professor. Isso está na minha essência e na minha formação como alguém que acredita na capacidade de transformar a realidade. Educação sempre foi uma prioridade na minha vida.

Foi a partir dos problemas que encontrei dentro da sala de aula que decidi entrar na política. Não adianta oferecer a melhor aula possível se a escola não tem estrutura e se os profissionais não são valorizados. Entrei na política para continuar lutando por aquilo que já defendia como professor, mas tendo a possibilidade de transformar a educação também por meio das políticas públicas.

Conte um pouco da sua trajetória pessoal e profissional antes da política. O que nela explica por que você decidiu ser candidato?

Minha formação política e social começou nas Comunidades Eclesiais de Base, dentro da Igreja Católica. Participei de movimentos de juventude, da Pastoral da Juventude, da Renovação Carismática e também de projetos sociais e manifestações.

Sou formado em História, mestre em Ensino pela UFRJ, doutor em Educação pela PUC-Rio, professor concursado e dou aula há cerca de 15 anos.

A educação transformou a minha vida e foi justamente por acreditar nesse poder de transformação que também cheguei à política. Quero contribuir para que outras pessoas encontrem, por meio da educação e das políticas públicas, oportunidades para transformar suas próprias trajetórias. Raone Ferreira – Transcrição (3)

Qual foi o maior desafio que você já enfrentou na sua área de atuação e como essa experiência vai influenciar seu trabalho como parlamentar?

Grande parte da minha trajetória como professor foi marcada pela dificuldade de deslocamento e pelas condições precárias de trabalho. Os concursos em que passei nunca eram na minha própria cidade. Já precisei pegar quatro ônibus para chegar a uma escola e caminhar 11 quilômetros para dar uma única aula.

Também trabalhei em situações em que nem mesmo o transporte era garantido pela prefeitura. Essa realidade me mostrou na prática o que significa ser um profissional da educação desvalorizado, tendo que colocar tempo, energia e até dinheiro próprio para conseguir trabalhar.

Foi por viver essas dificuldades que escolhi lutar pela valorização dos profissionais da educação, pela defesa do piso nacional dos professores e contra a precarização do trabalho. Não existe educação de qualidade sem profissionais respeitados e valorizados.

Quais serão as três prioridades do seu mandato?

A primeira será a educação, especialmente a valorização dos profissionais. Quero continuar defendendo melhores condições de trabalho e respeito a quem mantém nossas escolas funcionando todos os dias.

A segunda será a saúde mental. Fui fundador da Frente Parlamentar de Saúde Mental na Câmara de Volta Redonda e quero levar essa experiência para a Alerj. Professores, profissionais da saúde, da segurança e outros servidores estão sofrendo com burnout, depressão e ansiedade, muitas vezes sem conseguir atendimento adequado pelo SUS.

A terceira prioridade será transparência e fiscalização. Um deputado precisa acompanhar o funcionamento das políticas públicas na ponta. Isso significa fiscalizar desde a execução de uma obra até seus documentos, contratos e licitações. Quero um mandato que cobre resultados e permita que a população acompanhe aquilo que está sendo feito.

Na sua visão, qual é hoje o maior desafio do Rio de Janeiro e qual é a sua proposta prática para enfrentá-lo?

A segurança pública é um dos maiores desafios do nosso estado. Mas acredito que não conseguiremos mudar essa realidade sem discutir também a própria estrutura política responsável por formular e fiscalizar essas políticas.

Na minha avaliação, os casos envolvendo agentes políticos e organizações criminosas mostram a necessidade de fortalecer a fiscalização, a transparência e a independência dentro da Assembleia Legislativa.

Quero atuar sem compromisso com organizações criminosas ou interesses que estejam acima da população. Acredito que melhorar a política e fortalecer as instituições é também parte do caminho para construir uma política de segurança pública mais eficiente para o Rio de Janeiro.

Como você pretende manter um diálogo direto e transparente com a população ao longo de todo o mandato e não apenas no período eleitoral?

Quero ampliar na Alerj aquilo que já fiz durante meus dois mandatos como vereador. Criamos mecanismos de transparência para disponibilizar projetos de lei, ofícios, fiscalizações e outros documentos para que qualquer pessoa pudesse acompanhar o trabalho do mandato.

Também quero manter um canal direto pelo WhatsApp. No mandato de vereador, realizamos mais de 11 mil atendimentos, e essa relação direta com a população é fundamental.

Além das ferramentas digitais, quero estar nas ruas e nas cidades, conversando com as pessoas, olhando nos olhos e mostrando aquilo que o mandato está fazendo. Comunicação e transparência precisam caminhar juntas.

Por que o eleitor deve confiar o voto em você em 2026 e o que pode esperar da sua atuação no dia a dia?

Sempre digo que voto é uma conquista, não apenas um pedido. Quero que as pessoas conheçam minha trajetória, analisem aquilo que já fiz durante meus dois mandatos como vereador em Volta Redonda e, a partir disso, decidam se confiam no trabalho que posso realizar como deputado estadual.

O que já fizemos é a principal referência para mostrar aquilo que pretendemos fazer pelo estado. Quero levar para a Alerj a mesma disposição para fiscalizar, defender a educação, cuidar da saúde mental e manter um mandato transparente e próximo da população.

Raone Ferreira, candidato a deputado estadual, 13000. O Estado do Rio dá pra ser diferente.