Ney Soares é morador de comunidade e construiu sua trajetória a partir da luta por moradia e de projetos sociais, culturais e esportivos. Sua própria história familiar, marcada pela perda da casa onde vivia e pela necessidade de recomeçar, aproximou-o das demandas de quem enfrenta dificuldades de habitação e acesso aos serviços públicos. Agora, é candidato a deputado estadual com a proposta de levar para a Alerj a realidade das comunidades e defender políticas de educação, saúde, creches, cultura, esporte e lazer.

Quem é Ney Soares e por que você é candidato nas eleições de 2026?

Sou morador de comunidade e entendi que as comunidades precisam ter representantes que conheçam de verdade seus problemas. Nosso povo precisa ser cuidado e precisa encontrar dentro da política alguém que saiba como é viver essa realidade.

Foi por isso que decidi colocar meu nome à disposição. Quero levar para a Assembleia Legislativa as necessidades de quem vive nas comunidades e contribuir para que as políticas públicas cheguem onde hoje ainda falta muita coisa.

Conte um pouco da sua trajetória pessoal e profissional antes da política. O que nela explica por que você decidiu ser candidato agora?

Minha trajetória começa ainda na infância. Minha família perdeu tudo quando uma barreira atingiu nossa casa. Ficamos sem moradia e minha mãe precisou ocupar um terreno onde depois se formou uma comunidade.

Viver essa experiência despertou em mim uma preocupação muito forte com o direito à moradia. Mais tarde, participei de lutas para ajudar outras famílias a conseguirem um lugar para viver.

Também criei o Tom do Brasil, um projeto cultural, social e esportivo que continua existindo, e o Agora Atual, um espaço para falar de política de uma maneira mais popular e próxima das pessoas.

Continuo morando em comunidade e vendo diariamente a falta de acesso a médico, transporte, creches e outros serviços. Foi isso que me levou a acreditar que também precisamos mudar a representação dentro da Assembleia Legislativa.

Qual foi o maior desafio que você já enfrentou e como essa experiência vai influenciar seu trabalho como parlamentar?

A luta por moradia foi uma das experiências mais difíceis da minha trajetória. Foram processos longos, com famílias vivendo durante anos em condições precárias enquanto buscávamos uma solução definitiva.

Também enfrentei dificuldades para manter projetos sociais funcionando sem o apoio necessário do poder público. Muitas vezes, quem trabalha dentro das comunidades precisa buscar sozinho os recursos para continuar atendendo as pessoas.

Essas experiências reforçaram em mim a ideia de que quem recebe um mandato assume uma responsabilidade. O parlamentar precisa olhar para as necessidades da população e fazer com que saúde, educação, creches e outras políticas realmente cheguem aos territórios.

Quais serão as prioridades do seu mandato?

Uma das prioridades será a educação, com atenção especial às creches. Elas são fundamentais para que mães e responsáveis possam trabalhar sabendo que seus filhos estão em um lugar seguro.

Também quero fortalecer a saúde dentro das comunidades, com unidades capazes de oferecer atendimento pediátrico para as crianças e geriátrico para os idosos. Ter esses serviços perto de casa evita que a população precise se deslocar grandes distâncias em busca de atendimento.

Outra prioridade será ampliar esporte, cultura e lazer. Ainda existe uma carência muito grande dessas políticas dentro das comunidades e essa é uma área em que já atuo e quero fortalecer por meio do mandato.

Na sua visão, qual é hoje um dos maiores desafios do Rio de Janeiro e qual é a sua proposta prática para enfrentá-lo?

Um dos grandes desafios é combater a corrupção e garantir que o dinheiro público realmente chegue à população. Cada recurso desviado é um recurso que deixa de chegar à saúde, à educação e às comunidades.

A Assembleia Legislativa tem uma responsabilidade muito grande nesse processo. Um deputado precisa fiscalizar a aplicação dos recursos e acompanhar de perto aquilo que está sendo executado pelo poder público.

Quero exercer esse papel de fiscalização para que a população consiga perceber na própria vida o retorno dos impostos e dos recursos públicos.

Como você pretende manter um diálogo direto e transparente com a população ao longo de todo o mandato e não apenas no período eleitoral?

A Assembleia deveria ser verdadeiramente a Casa do Povo. Não concordo com a ideia de um político ser eleito e depois se tornar inacessível para quem colocou nele essa responsabilidade.

Quero criar canais permanentes para que a população possa apresentar suas demandas diretamente ao mandato. Já utilizo o Agora Atual e as redes sociais para conversar com as pessoas e quero ampliar essa experiência.

Também pretendo criar um grupo específico para receber demandas e manter esse contato direto. O mandato precisa estar disponível para ouvir, responder e construir soluções junto com a população.

Por que o eleitor deve confiar o voto em você em 2026 e o que pode esperar da sua atuação no dia a dia?

Acredito que para entender verdadeiramente o que uma comunidade precisa é importante conhecer essa realidade por dentro. Eu moro em comunidade, sou de comunidade e vivo diariamente muitos dos problemas que quero ajudar a enfrentar.

Quero levar essa experiência para dentro da Alerj e fazer um mandato em que a população participe das decisões.

O mandato não será apenas meu. Quero que as pessoas possam acompanhar, cobrar, apresentar demandas e ajudar a construir as prioridades. Quero representar dentro da Assembleia quem conhece esses problemas porque vive essa realidade todos os dias.