Mary Borges é servidora pública, produtora rural e moradora do Noroeste Fluminense. Criada na zona rural, trabalhou com o pai na produção e no manejo de gado e conhece de perto os desafios enfrentados pelos pequenos produtores e pelas cidades distantes da capital. Sua trajetória profissional também passou pela socioeducação no Degase e pelo serviço público. Agora, é candidata a deputada estadual com uma atuação voltada à valorização dos servidores, ao desenvolvimento do interior, à agricultura familiar e à integração das políticas de saúde, educação e segurança.
Quem é Mary Borges e por que você é candidata nas eleições de 2026?
Sou do interior do estado do Rio de Janeiro, do Noroeste Fluminense, em uma região que faz divisa com Espírito Santo e Minas Gerais. Quem vive ali conhece uma realidade muito diferente da capital. Muitas vezes, as políticas públicas demoram mais para chegar e as oportunidades também são menores.
Sou produtora rural, servidora pública, tenho uma trajetória de muito estudo e trabalho e decidi me candidatar porque acredito que o interior precisa ter mais voz dentro da política estadual. Quero ajudar a construir projetos que olhem para todo o Rio de Janeiro, inclusive para as regiões que historicamente recebem menos atenção.
Conte um pouco da sua trajetória pessoal e profissional antes da política. O que nela explica por que você decidiu ser candidata agora?
Vivi praticamente toda a minha vida na zona rural. Trabalhei com meu pai na produção, no manejo de gado e no comércio de gado leiteiro. A vida no campo é uma paixão, mas também é muito dura materialmente e nem sempre oferece as oportunidades necessárias para que as pessoas consigam permanecer ali com dignidade.
Também construí uma trajetória no serviço público. Fiz diferentes concursos, trabalhei com socioeducação no Degase e continuei me qualificando profissionalmente.
Minha região é formada principalmente por pequenos produtores rurais, pequenos comerciantes e servidores públicos. Ao acompanhar de perto as dificuldades dessas pessoas, fui entendendo que não queria apenas assistir aos problemas se acumularem. Decidi entrar na política para participar diretamente da construção das soluções.
Quais experiências da sua trajetória mais influenciam as propostas que você pretende levar para a Assembleia Legislativa?
Minha experiência como servidora pública faz com que a valorização dos profissionais seja uma pauta muito importante para mim. Defendo melhores condições de trabalho e remuneração digna, inclusive para os profissionais da educação.
Também quero levar para a Alerj a realidade de quem vive e produz no campo. O pequeno produtor rural precisa ter acesso à assistência técnica, aos equipamentos e às políticas públicas do Estado.
Precisamos ampliar a extensão rural, aumentar o número de técnicos, investir mais no setor e pensar também em estruturas específicas de formação para a população rural. Quero ajudar a construir um projeto de desenvolvimento que inclua de verdade o interior e o Noroeste Fluminense.
Quais serão as prioridades do seu mandato?
Uma das prioridades será a valorização dos servidores públicos e, especialmente, dos profissionais da educação. São trabalhadores que exercem funções complexas e precisam ter condições adequadas para desenvolver seu trabalho.
Outra prioridade será o desenvolvimento rural. Quero fortalecer a assistência técnica e fazer com que a estrutura do Estado chegue ao pequeno produtor, ajudando a gerar renda e desenvolver as regiões do interior.
Também quero trabalhar pela integração das políticas públicas de saúde, educação e segurança. Não acredito que esses problemas possam ser resolvidos separadamente. O Estado precisa atuar em rede, fazendo com que diferentes políticas trabalhem juntas para melhorar a vida das pessoas.
Na sua visão, qual é hoje um dos maiores desafios do Rio de Janeiro e qual é a sua proposta prática para enfrentá-lo?
Um dos maiores desafios é fazer com que saúde, educação e segurança funcionem de maneira integrada. Muitas vezes tratamos cada problema separadamente, quando na vida das pessoas eles estão diretamente relacionados.
A segurança pública, por exemplo, não consegue resolver sozinha todos os problemas da violência. Precisamos de educação, saúde e de outras políticas funcionando ao mesmo tempo.
Também precisamos gastar melhor os recursos públicos e investir nas pessoas. Planejamento e integração são fundamentais para que o dinheiro público se transforme efetivamente em serviços e qualidade de vida.
Como você pretende manter um diálogo direto e transparente com a população ao longo de todo o mandato e não apenas no período eleitoral?
Minha candidatura tem uma ligação muito forte com o interior e quero continuar presente nesses territórios durante todo o mandato.
As redes sociais serão uma ferramenta importante para prestar contas e manter o diálogo, mas também pretendo estar fisicamente nas cidades e comunidades. No interior, existe uma relação muito próxima entre as pessoas e acredito que essa proximidade pode ajudar a construir uma comunicação forte e permanente.
Quero que o mandato esteja acessível para ouvir quem vive nos municípios e conhece de perto suas necessidades.
Por que o eleitor deve confiar o voto em você em 2026 e o que pode esperar da sua atuação no dia a dia?
Sou uma pessoa muito ligada ao cumprimento das leis e acredito que o parlamentar também precisa exercer um papel permanente de fiscalização.
Quero acompanhar de perto os equipamentos públicos e verificar se os serviços estão realmente chegando à população. Não basta aprovar uma política ou destinar recursos: é preciso fiscalizar a execução e garantir que aquilo que foi planejado seja entregue.
Quando faltar uma legislação capaz de atender determinada necessidade, quero trabalhar para construir essas leis. O eleitor pode esperar uma deputada presente, fiscalizadora e comprometida com a entrega das políticas públicas.
Mary Borges, candidata a deputada estadual 13888.




