Pastor Hudson Marques é vigilante, evangélico e militante político. Criado em uma família ligada à esquerda, aproximou-se da política ainda jovem e, ao longo dos anos, passou a atuar também dentro do meio evangélico, defendendo a existência de diferentes perspectivas políticas entre os cristãos. Depois de outras experiências eleitorais, agora é candidato a deputado estadual com propostas voltadas à educação, saúde, segurança pública, fiscalização dos recursos do Estado e participação popular.

Quem é Pastor Hudson Marques e por que você é candidato nas eleições de 2026?

Cresci em uma família de esquerda. Meu pai era professor e brizolista, então desde muito cedo tive contato com esse pensamento político. Em 1989, votei em Lula e, mais tarde, me filiei ao Partido dos Trabalhadores.

Ao longo dos anos, tentei outras candidaturas e continuei construindo minha participação política. Agora, como candidato a deputado estadual, quero contribuir para mudar os rumos do Rio de Janeiro e ajudar na reconstrução do nosso estado.

Conte um pouco da sua trajetória pessoal e profissional antes da política. O que nela explica por que você decidiu ser candidato agora?

Profissionalmente, sou vigilante. Mas uma experiência que teve um peso muito grande na minha decisão de entrar mais profundamente na política aconteceu a partir de 2005, quando comecei a perceber uma presença política cada vez maior da extrema direita dentro das igrejas.

Isso me incomodou e me levou a participar mais ativamente dos debates políticos dentro do próprio meio evangélico. Hoje também mantenho um grupo de diálogo pelo WhatsApp e procuro mostrar que existem diferentes formas de pensar politicamente dentro das igrejas.

Cheguei à conclusão de que, se quero contribuir para mudar a realidade, também preciso participar diretamente da construção dessa história.

Qual foi o maior desafio que você já enfrentou na sua atuação e como essa experiência vai influenciar seu trabalho como parlamentar?

Um dos maiores desafios foi assumir publicamente minha identidade política como petista, tanto no ambiente profissional quanto no meio evangélico. Muitas vezes encontrei resistência e preconceito por causa dessa posição.

Procurei enfrentar isso por meio do diálogo e mostrando que também existem pastores e cristãos identificados com a esquerda e comprometidos com questões sociais.

Essa experiência me ensinou a não fugir de debates difíceis e a defender minhas posições de maneira clara. É essa disposição que quero levar para o trabalho parlamentar.

Quais serão as três prioridades do seu mandato?

Educação, saúde e segurança pública serão três prioridades do meu mandato.

São áreas fundamentais para a vida da população e que precisam receber atenção permanente do poder público. Quero atuar na Assembleia Legislativa tanto na construção de propostas quanto na fiscalização das políticas executadas pelo Estado.

Na sua visão, qual é hoje o maior desafio do Rio de Janeiro e qual é a sua proposta prática para enfrentá-lo?

Vejo a situação econômica do Estado como um dos principais desafios. Dentro desse debate, tenho uma preocupação especial com a gestão dos recursos da previdência dos servidores públicos.

Defendo mais controle e fiscalização sobre esses recursos, com mecanismos que reduzam a concentração das decisões e ampliem o acompanhamento sobre a forma como esse dinheiro é administrado.

A Assembleia Legislativa precisa exercer com firmeza seu papel de fiscalização para proteger o patrimônio público e os direitos dos servidores.

Como você pretende manter um diálogo direto e transparente com a população ao longo de todo o mandato e não apenas no período eleitoral?

Quero manter um gabinete aberto e popular, onde as pessoas possam chegar, apresentar suas ideias e discutir propostas diretamente com o mandato.

A participação popular não pode acontecer apenas durante a eleição. Quero criar um espaço permanente de diálogo para que a população possa acompanhar, sugerir e também cobrar nosso trabalho na Assembleia Legislativa.

Por que o eleitor deve confiar o voto em você em 2026 e o que pode esperar da sua atuação no dia a dia?

Sou uma pessoa franca, objetiva e aberta ao diálogo. Quero ouvir a população e, a partir dessa escuta, buscar caminhos possíveis dentro da lei para transformar as demandas recebidas em atuação parlamentar.

O eleitor pode esperar um mandato acessível, disposto a conversar e comprometido com a fiscalização e com a busca de mudanças para o estado do Rio de Janeiro.

Pastor Hudson Marques, candidato a deputado estadual, 13967.