Jorge Braga é advogado, homem negro, evangélico e oriundo dos movimentos sociais. Nascido no Morro do Salgueiro, na Tijuca, trabalhou como gari da Comlurb enquanto construía sua trajetória de atuação comunitária e estudava Direito na PUC-Rio. Também exerceu dois mandatos como conselheiro tutelar. Agora, é candidato a deputado estadual para levar à Alerj sua experiência na defesa dos direitos humanos e representar principalmente a população negra, pobre e periférica.
Quem é Jorge Braga e por que você é candidato nas eleições de 2026?
Sou um homem negro, evangélico, advogado e venho dos movimentos sociais. Minha trajetória foi construída com muita luta, tanto para chegar à universidade e me formar em Direito quanto no trabalho social, cultural e comunitário nas favelas.
Essa caminhada me levou a colocar meu nome à disposição como candidato a deputado estadual. Quero levar para a Assembleia Legislativa a experiência de quem conhece de perto a realidade das periferias e tem uma trajetória dedicada à defesa dos direitos humanos.
Conte um pouco da sua trajetória pessoal e profissional antes da política. O que nela explica por que você decidiu ser candidato agora?
Nasci no Morro do Salgueiro, na Tijuca, e ainda na adolescência comecei a participar dos movimentos sociais e comunitários.
Trabalhei como gari da Comlurb e também fui conselheiro tutelar por dois mandatos na cidade do Rio de Janeiro. Nesse período, consegui ingressar na PUC-Rio para estudar Direito e continuei trabalhando enquanto fazia a faculdade.
Depois me formei advogado e mantive minha atuação na defesa dos direitos humanos e das pautas sociais. É dessa trajetória que vem minha decisão de disputar uma vaga na Alerj. Quero transformar essa experiência em representação política.
Qual foi o maior desafio que você já enfrentou e como essa experiência vai influenciar seu trabalho como parlamentar?
Ser um homem negro e periférico no Brasil significa enfrentar obstáculos que muitas vezes começam pela própria cor da pele. O racismo ainda limita oportunidades e dificulta o acesso da população negra a espaços que historicamente lhe foram negados.
Como advogado, passei a ocupar ambientes onde pessoas negras ainda são minoria. Para mim, estar nesses espaços também é uma forma de resistência.
Quero levar essa experiência para a Assembleia Legislativa e contribuir para que a população pobre, negra e periférica tenha uma voz que conheça sua realidade e defenda seus direitos.
Quais serão as prioridades do seu mandato?
Uma das prioridades será a defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes. Minha experiência como conselheiro tutelar me mostrou o quanto precisamos fortalecer as políticas de proteção e criar oportunidades para nossa juventude.
Também quero atuar pelos direitos das pessoas idosas, garantindo respeito, cuidado e acesso às políticas públicas.
Outro tema central será o enfrentamento à violência contra as mulheres. Quero contribuir para fortalecer a proteção, o respeito e políticas que enfrentem todas as formas de violência.
Na sua visão, qual é hoje um dos maiores desafios do Rio de Janeiro e qual é a sua proposta prática para enfrentá-lo?
Uma preocupação muito grande é a falta de perspectivas para a juventude. Precisamos oferecer projetos sociais, formação profissional e caminhos concretos para o primeiro emprego.
O jovem precisa ter oportunidade de aprender uma profissão, trabalhar, conquistar sua renda e construir seu próprio futuro com dignidade.
Quero defender políticas voltadas à qualificação profissional e à entrada dos jovens no mercado de trabalho, especialmente daqueles que vivem nas periferias e têm menos oportunidades.
Como você pretende manter um diálogo direto e transparente com a população ao longo de todo o mandato e não apenas no período eleitoral?
Venho da periferia e acredito que um parlamentar não pode perder o vínculo com a comunidade depois de eleito.
Quero prestar contas do mandato nas praças, nos bairros e nos municípios, indo diretamente até as pessoas para apresentar o trabalho realizado e ouvir suas demandas.
Quem exerce um mandato precisa estar onde o povo está. É da população que vem a legitimidade do trabalho parlamentar, e esse vínculo precisa permanecer durante os quatro anos.
Por que o eleitor deve confiar o voto em você em 2026 e o que pode esperar da sua atuação no dia a dia?
Acredito que minha própria história mostra o tipo de representação que quero construir. Tenho uma longa caminhada nos movimentos sociais, na defesa dos direitos humanos e no trabalho junto às comunidades.
Quero ser um representante próximo da população, principalmente de quem muitas vezes não consegue ter sua voz ouvida nos espaços de poder.
O eleitor pode esperar um mandato presente, comprometido com direitos humanos, com as periferias e com a defesa de crianças, jovens, idosos e mulheres.
Jorge Braga, candidato a deputado estadual, 13157. O advogado do povo.




