Sandrão da Saúde trabalha há 30 anos no Sistema Único de Saúde e construiu sua trajetória na organização e defesa dos trabalhadores. Agente de combate às endemias e dirigente sindical, é presidente licenciado da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Agora, é candidato a deputado federal para ampliar a representação da classe trabalhadora no Congresso e defender pautas como o fim da escala 6×1, o acesso ao tratamento da obesidade e a valorização dos agentes comunitários de saúde e de combate às endemias.
Quem é Sandrão da Saúde e por que você é candidato nas eleições de 2026?
Sou trabalhador do Sistema Único de Saúde, atuo no combate às endemias e tenho 30 anos de trajetória no SUS.
Decidi ser candidato porque acredito que precisamos de uma representação maior dos trabalhadores e das trabalhadoras na Câmara dos Deputados. Quem ajuda a construir a riqueza do país também precisa participar das decisões que afetam sua vida, seus direitos e suas condições de trabalho.
Conte um pouco da sua trajetória pessoal e profissional antes da política. O que nela explica por que você decidiu ser candidato agora?
Sou trabalhador do SUS e dirigente sindical há 30 anos, sempre envolvido na organização e na defesa dos trabalhadores. Também sou presidente licenciado da Central Única dos Trabalhadores, a CUT.
Essa trajetória me mostrou o quanto a classe trabalhadora ainda está sub-representada nos espaços de decisão. Muitas das pessoas que vivem diariamente os problemas do mundo do trabalho não estão presentes quando as leis são discutidas e votadas.
Foi isso que me levou a disputar uma vaga no Parlamento: quero contribuir para que trabalhadores e trabalhadoras tenham mais voz na Câmara Federal.
Qual foi o maior desafio que você já enfrentou e como essa experiência vai influenciar seu trabalho como parlamentar?
Um dos momentos mais difíceis da minha trajetória foi ter sido demitido durante o governo Fernando Henrique Cardoso, junto com milhares de outros trabalhadores.
Naquele período, acampamos na Cinelândia e construímos uma grande mobilização para recuperar nossos empregos. Em 2003, nossa luta foi reconhecida durante o governo do presidente Lula.
Essa experiência marcou profundamente minha vida e reforçou uma convicção que permanece até hoje: minha atuação precisa estar ao lado da classe trabalhadora e da defesa dos seus direitos. É essa experiência que quero levar para o Congresso Nacional.
Quais serão as três prioridades do seu mandato?
A primeira será ampliar o acesso ao tratamento da obesidade. Temos acompanhado grandes avanços tecnológicos e novos medicamentos, mas as pessoas mais pobres muitas vezes não conseguem ter acesso a esses tratamentos. Quero trabalhar para reduzir essa desigualdade.
A segunda prioridade será o fim da escala 6×1. Essa é uma pauta que considero fundamental para a classe trabalhadora e quero contribuir diretamente para esse debate no Congresso.
A terceira será a criação de uma legislação nacional para organizar e valorizar a carreira dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate às endemias. Precisamos de regras que garantam direitos e estabeleçam parâmetros para esses profissionais em todo o país.
Na sua visão, qual é hoje o maior desafio do Rio de Janeiro e qual é a sua proposta prática para enfrentá-lo?
O Rio de Janeiro possui uma enorme riqueza ligada à produção de petróleo, mas precisamos transformar melhor essa riqueza em desenvolvimento para a população do estado.
Defendo que o Rio tenha mais condições de utilizar os recursos provenientes dessa atividade para investir em políticas públicas e melhorar a vida das pessoas.
Precisamos transformar essa capacidade econômica em mais recursos para saúde, educação e geração de empregos. A riqueza produzida no estado precisa contribuir para um Rio de Janeiro com mais oportunidades e melhores serviços públicos.
Como você pretende manter um diálogo direto e transparente com a população ao longo de todo o mandato?
Minha trajetória foi construída dentro do movimento sindical e da organização dos trabalhadores. Por isso, o diálogo com a população e com as categorias profissionais precisa continuar sendo parte permanente do mandato.
Quero manter uma relação direta com trabalhadores do SUS, sindicatos, movimentos sociais e com todas as pessoas que precisam ter suas demandas representadas no Congresso.
O mandato precisa ouvir quem está no local de trabalho, nos serviços públicos e nos territórios para transformar essas reivindicações em propostas concretas na Câmara dos Deputados.
Por que o eleitor deve confiar o voto em você em 2026 e o que pode esperar da sua atuação no dia a dia?
O trabalhador ainda está sub-representado no Congresso Nacional. Temos diferentes setores econômicos muito bem representados, enquanto quem vive do próprio trabalho encontra mais dificuldade para fazer suas pautas avançarem.
O debate sobre o fim da escala 6×1 mostra bem essa realidade. Para mudar essa correlação de forças, precisamos também mudar a composição do Parlamento e ampliar a presença dos trabalhadores e das trabalhadoras.
Quero chegar à Câmara Federal para representar essa parcela da população e defender propostas construídas a partir das necessidades de quem trabalha.
Sandrão da Saúde, deputado federal, 1314.




