Rose da Silva é assistente social, filha de uma lavadeira e de um ferroviário ligado à luta dos trabalhadores. Sua trajetória pessoal e profissional foi marcada pelo contato direto com situações de pobreza e vulnerabilidade, especialmente em Itaboraí, onde passou a se envolver mais com a política e com a defesa de direitos. Agora, é candidata a deputada federal para atuar por mais dignidade para a população em situação de rua, acesso à saúde e à água potável, fortalecimento da educação, proteção às pessoas idosas e redução das desigualdades.

Quem é Rose da Silva e por que você é candidata nas eleições de 2026?

Sou assistente social e venho há muitos anos lutando pelos direitos dos trabalhadores e das pessoas que mais precisam. Essa preocupação vem também da minha própria história familiar. Meu pai era ferroviário e participou da luta operária.

Quando fui morar em Itaboraí, encontrei uma realidade de muita vulnerabilidade social. Foi convivendo com essas dificuldades que comecei a me envolver ainda mais com a política e a pensar em formas de ajudar a população a conhecer e conquistar seus direitos.

Hoje coloco meu nome à disposição como candidata a deputada federal porque quero contribuir para um Brasil mais justo, igualitário, sem racismo e sem qualquer forma de discriminação, defendendo os direitos e a soberania do nosso país.

Conte um pouco da sua trajetória pessoal e profissional antes da política. O que nela explica por que você decidiu ser candidata agora?

Sou filha de trabalhadores. Minha mãe era lavadeira e meu pai, ferroviário. Minha trajetória familiar foi marcada por dificuldades e também pela participação do meu pai nas lutas políticas e trabalhistas.

Mais tarde, quando fui morar em Itaboraí, tive um contato ainda mais direto com situações de pobreza e desigualdade. Foi ali que comecei a perceber que queria contribuir para melhorar não apenas a minha vida, mas também as condições das pessoas ao meu redor.

Essa experiência me aproximou do Serviço Social. Consegui fazer minha graduação por meio do Fies e fui entendendo, aos poucos, que aquele trabalho de acolhimento e defesa de direitos já fazia parte daquilo que eu queria construir para a minha vida.

Minha candidatura nasce dessa trajetória. Tenho 62 anos e acredito que nossa passagem pela vida também precisa deixar um legado para as próximas gerações, ajudando a construir condições melhores para quem vem depois de nós.

Qual foi o maior desafio que você já enfrentou na sua área de atuação e como essa experiência vai influenciar seu trabalho como parlamentar?

Uma das experiências mais difíceis aconteceu ainda durante minha formação como assistente social, quando atuava em Itaboraí e acompanhava famílias vivendo em locais com pouca infraestrutura, falta de saneamento e dificuldade de acesso à água potável.

Vi mães e crianças convivendo com condições muito precárias e famílias que dependiam de água de poço sem garantia de qualidade. Isso me marcou profundamente porque água é uma necessidade básica e sua falta compromete diretamente a saúde.

Também acompanhei situações de enchentes, deslizamentos e famílias perdendo suas casas. Essas experiências me mostraram como questões sociais, ambientais e de infraestrutura estão diretamente ligadas.

Quero levar essa vivência para o mandato e defender políticas que garantam acesso à água, saneamento e melhores condições de vida, principalmente nos territórios mais afastados e vulneráveis.

Quais serão as prioridades do seu mandato?

Uma das principais prioridades será a população em situação de rua. Precisamos construir políticas que devolvam dignidade e criem caminhos reais para que essas pessoas tenham acesso à saúde, acolhimento e oportunidades de reconstruir suas vidas.

Quero incentivar ações articuladas entre poder público, instituições sociais, igrejas e outras organizações, sempre garantindo que essas pessoas sejam tratadas como cidadãs e cidadãos, e não como invisíveis.

Outra prioridade será fortalecer o acesso à saúde. Pessoas em situação de vulnerabilidade não podem ser impedidas de acessar hospitais, vacinação e outros serviços simplesmente por causa da condição em que vivem.

Também quero atuar na proteção às pessoas idosas, principalmente diante das dificuldades que muitas enfrentam com a tecnologia, o acesso a serviços públicos e a falta de informação.

Na sua visão, qual é hoje o maior desafio do Rio de Janeiro e qual é a sua proposta prática para enfrentá-lo?

Um dos maiores desafios é a violência, principalmente nos territórios onde crianças e jovens crescem com poucas oportunidades.

Acredito que não podemos enfrentar esse problema apenas com segurança pública. Precisamos levar educação, saúde, esporte, lazer e oportunidades para dentro das periferias.

Quero defender a recuperação e o fortalecimento de espaços educacionais que possam oferecer formação integral, com estrutura, profissionais e atividades capazes de ampliar as perspectivas das crianças e dos jovens.

A segurança pública precisa atuar de forma integrada às demais políticas. Não adianta entrar em um território apenas com o enfrentamento. É preciso que o Estado também chegue com escola, posto de saúde, universidade, esporte, cultura e políticas sociais.

Quando essas áreas trabalham juntas, conseguimos enfrentar as causas da violência e ampliar as possibilidades para quem vive nesses territórios.

Como você pretende manter um diálogo direto e transparente com a população ao longo de todo o mandato e não apenas no período eleitoral?

Quero manter esse diálogo por meio das redes sociais, mas também diretamente com os municípios e com as prefeituras de todo o estado do Rio de Janeiro.

A vida das pessoas acontece nos municípios. É ali que estão muitos dos serviços públicos e também onde os problemas aparecem de maneira mais imediata. Por isso, o mandato precisa acompanhar de perto aquilo que acontece nas cidades.

Também quero promover seminários, conferências e espaços permanentes de participação. Um mandato não pode ser construído apenas a partir daquilo que a deputada pensa. Precisamos conhecer as necessidades de cada território antes de elaborar leis e projetos.

Quero ouvir a população, fiscalizar a execução das políticas e transformar essas demandas em propostas concretas que contribuam para reduzir as desigualdades e melhorar também as oportunidades de emprego e renda.

Por que o eleitor deve confiar o voto em você em 2026 e o que pode esperar da sua atuação no dia a dia?

O eleitor pode esperar de mim dedicação e compromisso para fazer o melhor dentro das responsabilidades de um mandato parlamentar.

Quero trabalhar por políticas capazes de melhorar as condições de vida da população, especialmente das crianças, das pessoas em situação de vulnerabilidade e dos idosos.

Tenho uma preocupação muito grande com as pessoas idosas que encontram dificuldades para acompanhar a velocidade das mudanças tecnológicas. Muitas não tiveram acesso à mesma formação ou às mesmas informações e acabam tendo problemas para utilizar serviços de saúde, Previdência e outros atendimentos públicos.

Quero defender mais informação, acolhimento e capacitação dos profissionais que atendem essa população, para que os idosos sejam protegidos e não fiquem para trás.

Meu compromisso será com quem mais precisa de cuidado, acesso a direitos e oportunidades para viver com dignidade.

Rose da Silva, candidata a deputada federal, 1337. Meu lema para a vida é viver de forma que possamos trazer harmonia e paz para todos.