Vitor Aranha é camelô e trabalhador autônomo. Sua decisão de entrar para a política nasceu da insatisfação com problemas que acompanha no cotidiano e da percepção de que apenas manifestar sua opinião como cidadão já não era suficiente. Agora, é candidato a deputado federal para levar ao Congresso a realidade de quem está longe dos espaços de poder, defender oportunidades para jovens em situação de vulnerabilidade e construir um mandato próximo da população.
Quem é Vitor Aranha e por que você é candidato nas eleições de 2026?
Decidi ser candidato depois de muitas desilusões com aquilo que a gente vê acontecendo na política. Chegou um momento em que percebi que apenas dar a minha opinião como cidadão não era mais suficiente.
Se a gente quer tentar mudar alguma coisa, também precisa entrar nesse espaço, conhecer o problema por dentro e participar diretamente da construção das soluções. É com esse objetivo que coloquei meu nome à disposição.
Conte um pouco da sua trajetória pessoal e profissional antes da política. O que nela explica por que você decidiu ser candidato agora?
Sou camelô e trabalhador autônomo. Minha trajetória é a de quem conhece a realidade das ruas e precisa trabalhar todos os dias para construir o próprio caminho.
Foi convivendo diretamente com as pessoas e vendo de perto diferentes dificuldades que comecei a entender que muitas decisões políticas não refletem aquilo que a população vive.
Quero levar justamente essa realidade para a política: a visão de quem não está dentro dos palácios ou dos gabinetes, mas está diariamente convivendo com os problemas e as necessidades das pessoas.
Qual foi o maior desafio que você já enfrentou e como essa experiência vai influenciar seu trabalho como parlamentar?
Minha própria experiência como trabalhador autônomo me fez conhecer de perto uma realidade que muitas vezes está distante dos espaços de decisão.
Acredito que, quando falamos de problemas sociais e de segurança, não podemos olhar apenas para aquilo que acontece no final. Precisamos pensar nas oportunidades que as pessoas tiveram ao longo da vida, principalmente na educação e nas condições oferecidas aos jovens.
Quero levar para o mandato essa visão de quem conhece a realidade das ruas e entende que políticas públicas precisam chegar antes que os problemas se agravem.
Quais serão as prioridades do seu mandato?
Uma das minhas principais prioridades será a justiça social, especialmente para jovens que cometeram atos infracionais ou passaram pelo sistema e, quando saem, não encontram nenhuma oportunidade para reconstruir suas vidas.
Muitas vezes, esses jovens retornam exatamente para o mesmo ambiente e para as mesmas condições que existiam antes. Se nada muda ao redor deles, fica muito mais difícil construir um caminho diferente.
Quero trabalhar para criar oportunidades para esses jovens, com educação, formação e possibilidades reais de inserção na sociedade. Essa é uma das questões que mais me motivam a entrar na política.
Como você pretende manter um diálogo direto e transparente com a população ao longo de todo o mandato e não apenas no período eleitoral?
Quero continuar conhecendo a realidade das pessoas de perto. Para mim, política precisa ser feita longe dos palácios e perto de quem vive os problemas todos os dias.
Quero conversar cara a cara, ouvir aquilo que cada pessoa está enfrentando e compreender as diferentes realidades. Porque quem sente um problema conhece uma dimensão dele que muitas vezes não aparece nos números ou nos gabinetes.
Por isso, meu compromisso é manter um mandato diretamente ligado ao povo, ouvindo e acompanhando de perto as necessidades da população.
Por que o eleitor deve confiar o voto em você em 2026 e o que pode esperar da sua atuação no dia a dia?
Meu principal compromisso será mostrar a realidade de quem realmente precisa e fiscalizar para que essas necessidades sejam vistas pelo poder público.
Não quero deixar de buscar uma solução porque alguém é adversário político ou pensa diferente de mim. Se uma pessoa, uma instituição ou outro parlamentar puder contribuir para ajudar quem precisa, quero dialogar.
Pretendo usar a posição de deputado para abrir caminhos, conversar com quem for necessário e buscar soluções para a população.
Quero sempre lembrar de onde eu saí e das pessoas que confiaram em mim para chegar ao Congresso. O mandato precisa existir para representar justamente quem mais precisa ser ouvido.
Vitor Aranha, deputado federal, 1357.




