Dr. Rubinho é advogado, especialista em gestão, mestre em Políticas Públicas e especialista em Direito Digital pela UERJ. Cria da favela, chegou ao ensino superior e construiu uma trajetória profissional ligada ao Direito do Trabalho, ao Direito Civil e, mais recentemente, às questões do mundo digital. Filiado ao Partido dos Trabalhadores há décadas, agora é candidato a deputado federal para defender a soberania digital do Brasil, além de fortalecer políticas de educação e saúde.

Quem é o Dr. Rubinho e por que você é candidato nas eleições de 2026?

Sou cria da favela e tive a oportunidade de chegar ao ensino superior e cursar Direito. Hoje sou advogado, especialista em gestão, mestre em Políticas Públicas e também atuo na área do Direito Digital.

Sou candidato porque quero levar para Brasília principalmente o debate sobre a soberania digital do Brasil. Hoje, grande parte da nossa infraestrutura digital e das aplicações tecnológicas depende de empresas privadas e estrangeiras. Quero trabalhar para que o país desenvolva mais tecnologia própria e tenha maior autonomia nessa área.

Conte um pouco da sua trajetória pessoal e profissional antes da política. O que nela explica por que você decidiu ser candidato agora?

Venho da favela e cresci conhecendo de perto muitas das desigualdades e dificuldades enfrentadas pela população. O acesso ao ensino superior também ampliou minha compreensão sobre a história e sobre a realidade do Brasil.

Essa experiência despertou ainda mais a minha vontade de participar politicamente. Estou no Partido dos Trabalhadores há 46 anos e acredito no socialismo democrático como caminho para construir um país mais justo.

Foi essa visão de mundo, somada à minha trajetória profissional e à experiência acumulada ao longo dos anos, que me levou a entrar na política e que hoje me faz disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.

Qual foi o maior desafio que você já enfrentou na sua área de atuação e como essa experiência vai influenciar seu trabalho como parlamentar?

Minha atuação no Direito começou principalmente no Direito do Trabalho e também passou pela área cível. Posteriormente, me especializei em Direito Digital pela UERJ.

Foi trabalhando nessa área que percebi o quanto o Brasil ainda depende de provedores privados de internet e de grandes empresas de tecnologia. Essa dependência não acontece apenas aqui, mas também em outros países do Sul Global.

Por isso, quero chegar a Brasília e ajudar a construir uma bancada voltada à soberania digital. Precisamos investir recursos, desenvolver tecnologia nacional e criar condições para que o Brasil tenha maior autonomia sobre sua infraestrutura e suas aplicações digitais.

Quais serão as três prioridades do seu mandato?

A primeira será a soberania digital. Quero trabalhar para que o Brasil desenvolva tecnologia própria, reduza sua dependência externa e tenha mais controle sobre sua infraestrutura digital.

A segunda prioridade será a educação. Acredito que precisamos continuar fortalecendo o ensino público e valorizando professores e profissionais da educação.

E a terceira será a saúde, uma pauta fundamental e histórica do Partido dos Trabalhadores. Quero contribuir para fortalecer as políticas públicas nessas áreas e garantir que elas continuem chegando à população.

Na sua visão, qual é hoje o maior desafio do Rio de Janeiro e qual é a sua proposta prática para enfrentá-lo?

Um dos desafios que mais me preocupa é a educação. Os indicadores recentes mostram que o Rio de Janeiro precisa avançar muito nessa área.

Como parlamentar, quero trabalhar pelo fortalecimento da educação pública e pela valorização da carreira dos professores e dos demais profissionais da educação.

Precisamos buscar experiências que deram resultado em outros lugares do país e construir políticas capazes de melhorar os indicadores do Rio de Janeiro. Educação de qualidade precisa ser tratada como uma prioridade permanente.

Como você pretende manter um diálogo direto e transparente com a população ao longo de todo o mandato e não apenas no período eleitoral?

Eu tenho o hábito da rua. Minha atuação política acontece tanto nas redes sociais quanto diretamente com as pessoas. Esta é a oitava eleição da qual participo para o Legislativo, embora seja a primeira disputa no âmbito federal.

Quero fazer um mandato com gabinete de rua, equipe presente nos territórios e diálogo permanente com a população.

A política pública precisa seguir um ciclo: ouvir, diagnosticar, elaborar e aplicar. É dessa maneira que quero atuar na Câmara dos Deputados, construindo propostas a partir das necessidades reais das pessoas.

Por que o eleitor deve confiar o voto em você em 2026 e o que pode esperar da sua atuação no dia a dia?

Sempre digo ao eleitor que não deve simplesmente acreditar no que um candidato fala durante a campanha. Hoje temos tecnologia e acesso à informação suficientes para pesquisar a trajetória de quem pede o voto.

Por isso, convido as pessoas a pesquisarem minha história, conhecerem minha vida pública, minhas campanhas anteriores, minhas contas eleitorais e as propostas que já apresentei ao longo dos anos.

Quero que o eleitor tenha informações para decidir conscientemente. Minha trajetória está aberta para ser conhecida e comparada com aquilo que estou propondo agora.

Meu compromisso é levar para Brasília essa experiência e trabalhar principalmente pela soberania digital, pela educação e pela saúde, mantendo um mandato presente nas ruas e aberto ao diálogo com a população.