Pastor Wagner Avellar tem 72 anos e uma trajetória de 46 anos de ministério religioso. Pai de quatro filhos, construiu sua atuação a partir da fé, da defesa da democracia e do cuidado com as pessoas mais vulneráveis. Sua experiência familiar também o aproximou das dificuldades enfrentadas por pessoas com deficiência e por famílias que convivem com doenças como a hemofilia. Agora, é candidato a deputado federal para defender políticas de saúde, segurança pública baseada em inteligência e prevenção, valorização da educação e uma atuação política orientada pelo diálogo e pela paz.

Quem é Wagner Avellar e por que você é candidato nas eleições de 2026?

Sou um cidadão de 72 anos, com 46 anos de ministério, e me considero um defensor da democracia. Minha trajetória foi construída a partir da fé e do cuidado com as pessoas, principalmente com aquelas que mais precisam.

Também sou pai de quatro filhos e vivi dentro da minha própria família experiências que me fizeram olhar com muita atenção para a saúde. Um dos meus filhos nasceu com uma grave lesão cerebral e também teve hemofilia. Essa vivência me fez compreender melhor as dificuldades enfrentadas pelas pessoas com deficiência e por suas famílias.

Quero levar essa experiência para a política e trabalhar para que essas pessoas encontrem mais acolhimento, estrutura e políticas públicas capazes de melhorar suas vidas.

Conte um pouco da sua trajetória pessoal e profissional antes da política. O que nela explica por que você decidiu ser candidato agora?

Minha trajetória está muito ligada à igreja. Fui missionário durante 14 anos e também percorri diferentes lugares fazendo palestras e desenvolvendo meu trabalho religioso.

Com o tempo, comecei a me interessar mais pela política e a perceber que, para desenvolver um bom trabalho público, é necessário ter uma equipe técnica e pessoas preparadas para construir soluções.

Acredito que posso contribuir principalmente em temas como saúde, segurança, educação e atenção às pessoas mais vulneráveis. Minha fé também orienta a maneira como penso a política: acredito que precisamos combater os problemas sem transformar o ódio e a violência em solução.

Na segurança pública, por exemplo, quero contribuir para um debate que valorize inteligência, prevenção e alternativas que possam reduzir a reincidência e recuperar pessoas, em vez de apostar apenas no confronto.

Qual foi o maior desafio que você já enfrentou e como essa experiência vai influenciar seu trabalho como parlamentar?

Ao longo da minha trajetória, construí diálogo com pessoas de diferentes instituições e conheci profissionais das Forças Armadas e das forças de segurança. Isso me fez perceber a complexidade do problema da violência.

Precisamos discutir segurança com seriedade, mas sem ódio. A violência não pode ser respondida simplesmente com mais violência. Precisamos entender como o crime se organiza, como armas chegam às comunidades e como os diferentes órgãos de inteligência e segurança podem atuar de maneira mais coordenada.

Também acredito que não podemos separar segurança de educação. Precisamos valorizar os professores, garantir salários dignos e reconhecer que toda formação profissional começa pelo trabalho de quem educa.

Quais serão as três prioridades do seu mandato?

A primeira prioridade será a saúde, especialmente para pessoas com deficiência e famílias que convivem com doenças que exigem acompanhamento permanente. Essa é uma pauta que também nasce da minha experiência como pai. Sei que muitas mães e famílias não possuem estrutura financeira suficiente para garantir alimentação, tratamento e todas as condições que seus filhos necessitam.

A segunda prioridade será a segurança pública. Quero contribuir para um debate sério, baseado em inteligência e integração entre as instituições. Sou contrário à ideia de que o confronto, sozinho, possa resolver a violência. Precisamos prevenir, investigar e impedir que armas e recursos continuem abastecendo o crime.

A terceira será a educação. Precisamos valorizar nossos professores, garantir melhores condições de trabalho e compreender que investir na educação é fundamental para mudar o futuro do país.

Na sua visão, qual é hoje o maior desafio do Rio de Janeiro e qual é a sua proposta prática para enfrentá-lo?

Um dos maiores desafios do Rio de Janeiro é a segurança pública. Esse problema precisa ser enfrentado com cada instituição cumprindo efetivamente o seu papel.

Não podemos colocar toda a responsabilidade em apenas uma esfera de governo. Governo federal, governo estadual, Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, guardas municipais e demais instituições precisam atuar de forma coordenada.

Também precisamos discutir seriamente como armas chegam às comunidades e fortalecer o trabalho de inteligência para impedir que elas cheguem até as organizações criminosas.

Defendo uma política que proteja a população e busque a paz. Segurança pública precisa ser tratada com planejamento, inteligência e responsabilidade, e não apenas pela lógica do confronto.

Como você pretende manter um diálogo direto e transparente com a população ao longo de todo o mandato e não apenas no período eleitoral?

Acredito que, para compreender a realidade das pessoas, é preciso conhecer suas dificuldades. Eu mesmo vim de uma origem humilde e sei o que significa enfrentar situações de necessidade.

Minha fé ensina a olhar para quem está em situação de maior vulnerabilidade, para quem passa fome, para as famílias que precisam de apoio e para aqueles que muitas vezes não conseguem ser ouvidos.

Quero manter esse diálogo durante o mandato, ouvindo essas pessoas e trabalhando para que as políticas públicas alcancem quem realmente precisa.

Também acredito no respeito. Independentemente da religião, da origem ou de qualquer outra diferença, a política precisa tratar todas as pessoas com dignidade.

Por que o eleitor deve confiar o voto em você em 2026 e o que pode esperar da sua atuação no dia a dia?

Minha primeira preocupação é entrar na política com as mãos limpas e sair da mesma maneira. Quero exercer um mandato com integridade e responsabilidade.

Minha fé me ensina a buscar a paz e a não fazer distinção entre as pessoas. Quero respeitar todos os segmentos religiosos e toda a diversidade da nossa sociedade.

O eleitor pode esperar um mandato voltado para quem mais precisa, com atenção especial à saúde, às pessoas com deficiência, à segurança e à educação, sempre buscando diálogo em vez de ódio.

Acredito que a política precisa aproximar as pessoas e construir soluções. É com esse espírito que quero exercer o mandato.

Wagner Avellar, candidato a deputado federal. Só o amor constrói. O ódio só destrói.