Reimont é professor, teólogo franciscano, militante de direitos humanos e filiado ao Partido dos Trabalhadores. Foi vereador do Rio de Janeiro por quatro mandatos e atualmente exerce o mandato de deputado federal. Sua trajetória política está ligada ao movimento sindical da educação, aos movimentos sociais e à defesa dos direitos humanos. Agora, é candidato novamente à Câmara dos Deputados para continuar atuando pelo desenvolvimento do Rio de Janeiro, pela educação, pelo serviço público e por uma política de segurança articulada à cidadania.

Quem é Reimont e por que você é candidato nas eleições de 2026?

Sou deputado federal, fui vereador da cidade do Rio de Janeiro por quatro mandatos, sou professor, teólogo franciscano e me considero um militante dos direitos humanos.

Sou do Partido dos Trabalhadores desde sempre. Nunca militei em outro partido e tenho orgulho da trajetória que construí dentro do PT e ao lado dos movimentos sociais.

Em Brasília, tive a oportunidade de presidir a Comissão de Direitos Humanos e de participar da aprovação de leis importantes, entre elas uma voltada ao reconhecimento das professoras da educação infantil e outra de enfrentamento ao trabalho escravo doméstico.

Quero continuar esse trabalho e seguir colocando o mandato a serviço da classe trabalhadora, dos movimentos sociais e da população do Rio de Janeiro.

Você é professor e tem uma longa trajetória como vereador e deputado federal pelo Rio. Como essa vivência molda a sua plataforma para um novo mandato?

Tenho uma compreensão muito clara de que um mandato não pertence individualmente ao parlamentar. Ele é construído junto com o partido, com os movimentos sociais e com a classe trabalhadora.

Minha experiência durante anos na Câmara Municipal do Rio de Janeiro me ajudou a entender como fazer política, produzir legislação, fiscalizar o Poder Executivo, discutir orçamento e enfrentar os grandes temas da cidade, do estado e do país.

A cidade do Rio de Janeiro foi um grande espaço de aprendizado para mim. Essa experiência, somada à minha trajetória no Partido dos Trabalhadores e nos movimentos sociais, formou a maneira como compreendo e exerço o mandato parlamentar.

Ao longo da sua atuação parlamentar e sindical, qual foi o desafio mais determinante que você enfrentou e como ele vai influenciar seu próximo mandato?

Foram muitos desafios, mas um momento muito marcante aconteceu em 2013, durante a grande greve da educação no Rio de Janeiro. Vivemos uma repressão muito forte na Cinelândia, mas aquela experiência também reforçou em mim a importância da luta sindical e da defesa da educação.

Essa trajetória teve consequências concretas no meu mandato. Como deputado federal, participei da aprovação de uma mudança na Lei de Diretrizes e Bases da Educação para garantir o reconhecimento das professoras da educação infantil, especialmente aquelas que trabalham na primeiríssima infância, como integrantes do magistério.

A luta da educação e a luta sindical ajudaram a formar o nosso mandato em Brasília. Elas mostram que a mobilização social pode se transformar em legislação e em reconhecimento de direitos.

Quais serão as três prioridades do seu mandato?

A primeira prioridade será o desenvolvimento do estado do Rio de Janeiro. Os parlamentares eleitos pelo nosso estado precisam ter compromisso com sua recuperação econômica e social e trabalhar para que o Rio consiga superar os problemas acumulados ao longo dos últimos anos.

A segunda será a educação. O Rio de Janeiro possui uma estrutura educacional muito importante, com institutos federais, CEFET, Colégio Pedro II, universidades federais e estaduais. Temos uma educação de qualidade, mas ela pode avançar ainda mais, e quero defender essa pauta em Brasília.

A terceira prioridade será a defesa do serviço público. Os servidores são fundamentais para o funcionamento do país e para a nossa soberania. Quero trabalhar pela valorização dessas pessoas e também pela defesa das empresas públicas e dos serviços que são essenciais para a população.

Na sua visão, qual é hoje o maior desafio do Rio de Janeiro e qual é a sua proposta prática para enfrentá-lo?

A segurança pública é um dos grandes desafios do Rio de Janeiro, mas não podemos tratá-la isoladamente das demais políticas públicas.

Quando falamos de segurança, precisamos também falar de educação, mobilidade urbana, emprego, juventude periférica, população das favelas, juventude negra e violência contra as mulheres.

Defendo uma segurança pública com cidadania. Não podemos aceitar uma política que trate de maneira diferente as pessoas dependendo do território onde vivem ou que tenha como marca operações com elevado custo de vidas.

Precisamos pensar a segurança de forma integrada às demais políticas públicas, garantindo direitos, oportunidades e presença do Estado. Esse, para mim, é um dos grandes desafios do Rio de Janeiro.

Como você pretende manter um diálogo direto e transparente com a população ao longo de todo o mandato?

Quero continuar fazendo aquilo que já fiz durante meus mandatos como vereador e neste primeiro mandato como deputado federal: manter um diálogo permanente com a população do Rio de Janeiro.

Esse diálogo é fundamental para produzir leis, entender os problemas, identificar as potencialidades dos territórios e discutir o desenvolvimento do nosso estado.

Como vereador, tive mais de 150 leis aprovadas no município do Rio de Janeiro. Como deputado federal, presidi a Comissão de Direitos Humanos e participei da aprovação de leis relacionadas à educação infantil e ao combate ao trabalho escravo doméstico. Esse trabalho não teria acontecido sem escuta e participação popular.

Quero continuar com plenárias, espaços de participação, coordenação ampliada do mandato e diálogo com juventudes, mulheres, periferias e movimentos sociais. Também quero manter uma relação próxima com trabalhadores informais, população em situação de rua e pessoas que enfrentam problemas de moradia.

O mandato precisa continuar sendo construído em contato permanente com os movimentos sociais e populares.

Por que o eleitor deve confiar o voto em você em 2026 e o que pode esperar da sua atuação no dia a dia?

O eleitor conhece minha trajetória de quase 20 anos de atividade parlamentar, sempre pelo Partido dos Trabalhadores, e sabe como construo minha relação com as pessoas.

Faço política olhando as pessoas nos olhos e mantendo uma relação direta com quem acompanha e constrói o nosso mandato. Meu compromisso é trabalhar por políticas públicas e por um Brasil menos desigual.

Minha trajetória franciscana também faz parte da maneira como compreendo a política. Acredito no diálogo e no respeito à diversidade religiosa, aos trabalhadores e às diferentes formas de viver e existir presentes no nosso estado.

O Rio de Janeiro é marcado por uma grande diversidade e quero continuar construindo um mandato que dialogue com essa realidade e seja feito junto com a população.