Fabiano Horta tem 51 anos e construiu sua trajetória política em Maricá, onde foi vereador por dois mandatos, deputado federal e prefeito durante oito anos. À frente da cidade, ampliou políticas como o Tarifa Zero, a moeda social Mumbuca e programas de inclusão e mobilidade. Agora, é candidato novamente à Câmara dos Deputados para levar essa experiência ao Congresso Nacional e ajudar a construir políticas que ampliem direitos, fortaleçam o trabalho e melhorem a vida da população do Rio de Janeiro.
Quem é Fabiano Horta e por que você é candidato nas eleições de 2026?
Sou um cidadão de Maricá, tenho 51 anos e construí minha trajetória política como vereador, deputado federal e prefeito da cidade durante oito anos.
A eleição de 2026 é fundamental para a democracia brasileira. O presidente Lula coloca seu projeto novamente à disposição da sociedade e é importante que tenha uma bancada de deputados federais e senadores comprometida com um projeto de transformação do Brasil.
Quero voltar à Câmara para contribuir com essa construção e levar para Brasília a experiência que acumulamos em Maricá, mostrando que políticas públicas podem transformar concretamente a vida das pessoas.
Você já foi deputado federal antes de se tornar prefeito de Maricá. Como a experiência de administrar uma cidade inteira molda sua plataforma para um novo mandato na Câmara?
Administrar uma cidade permite entender, na prática, como as políticas públicas chegam à população. A maior parte das ações que afetam diretamente a vida das pessoas passa pelos municípios, mas depende também da relação com os governos estadual e federal.
A experiência como prefeito me permitiu compreender melhor essa dinâmica e transitar entre as diferentes instituições da Federação.
Quero levar esse aprendizado para o Congresso Nacional e ajudar as cidades do Rio de Janeiro a destravar caminhos, acessar políticas e construir gestões mais eficientes. No fim, o objetivo é um só: melhorar a vida do povo.
Durante sua gestão como prefeito, Maricá ampliou o Tarifa Zero e a moeda social Mumbuca. Como essa experiência vai influenciar seu trabalho em Brasília?
Tive o prazer de ser o prefeito que levou o Tarifa Zero para toda a cidade de Maricá, alcançando desde Itaipuaçu até Jaconé. Também ampliamos muito a política de transferência de renda por meio da moeda social Mumbuca.
A Mumbuca mostrou a importância de garantir renda, fortalecer a economia local e contribuir para a soberania alimentar das famílias. Já o Tarifa Zero mostrou que é possível tratar a mobilidade como um direito e permitir que as pessoas circulem pela cidade sem que o custo da passagem seja uma barreira.
Essa experiência me dá a convicção de que essas políticas podem avançar em outras cidades brasileiras. Municípios próximos a Maricá já adotaram o Tarifa Zero a partir dessa referência. Quero levar esse debate para a Câmara Federal e ajudar a construir políticas nacionais de mobilidade e transferência de renda.
Quais serão as três prioridades do seu mandato?
Uma das principais prioridades será lutar pelo fim da escala 6×1. Essa jornada retira do trabalhador e da trabalhadora o direito ao descanso, ao lazer e ao tempo com a família. Precisamos reorganizar o mundo do trabalho e garantir condições mais dignas para quem trabalha.
Outra prioridade será enfrentar o chamado orçamento secreto e o desequilíbrio provocado pelo crescimento excessivo das emendas parlamentares. As emendas fazem parte da atividade do Parlamento, mas não podem comprometer a capacidade do governo federal de planejar e executar grandes políticas públicas para o país.
A terceira será trabalhar pela expansão do Tarifa Zero. Quero levar para Brasília a experiência de uma cidade que já implementou essa política com êxito e mostrar que é possível avançar para que o transporte público gratuito chegue a outras cidades brasileiras.
Na sua visão, qual é hoje o maior desafio do Rio de Janeiro e qual é a sua proposta prática para enfrentá-lo?
Um dos grandes desafios do Rio de Janeiro é recuperar o controle dos territórios e impedir que a economia desses locais seja dominada por grupos criminosos, sejam ligados ao tráfico ou às milícias.
O Estado precisa estar presente e desarticular as cadeias econômicas que sustentam essas organizações. Precisamos garantir que as pessoas recuperem a liberdade de viver nos seus próprios territórios sem estarem submetidas ao controle desses grupos.
É um problema complexo e que exige uma ação articulada entre governo federal, governo estadual e municípios. Precisamos retomar os territórios, formalizar suas economias e fortalecer a presença do poder público para garantir uma vida livre e saudável para a população.
Como você pretende manter um diálogo direto e transparente com a população ao longo de todo o mandato e não apenas no período eleitoral?
Esse é um desafio permanente de qualquer mandato. Hoje, as redes sociais e as ferramentas digitais permitem uma relação muito mais próxima e direta com a população.
Quando fui deputado federal, em 2015, já utilizava esse tipo de participação. Abri uma votação para que as pessoas ajudassem a definir quais projetos deveriam receber recursos das minhas emendas parlamentares. O resultado dessa consulta foi incorporado ao orçamento.
Acredito que a internet é uma ferramenta importante para ampliar a participação, mas ela não substitui a presença nos territórios. Quero combinar os dois caminhos: usar as redes para dialogar e consultar a população, mas também estar permanentemente nas cidades, ouvindo as pessoas e construindo o mandato junto com elas.
Por que o eleitor deve confiar o voto em você em 2026 e o que pode esperar da sua atuação no dia a dia?
Quero que o eleitor do Rio de Janeiro olhe para a experiência que construí durante oito anos como prefeito de Maricá. Implementamos políticas de inclusão universitária, Tarifa Zero em toda a cidade, ampliamos a mobilidade e construímos iniciativas que tiveram impacto direto na vida da população.
Essa experiência me credencia a contribuir com o projeto que o presidente Lula conduz para o país. Estamos em um momento em que precisamos reafirmar os direitos como um valor fundamental da sociedade brasileira.
Não podemos aceitar a ideia de que o trabalho precisa ser cada vez mais precarizado e que cada pessoa precisa disputar sozinha contra todas as outras. Precisamos fortalecer a coletividade, a seguridade social, a Previdência e os direitos dos trabalhadores.
Também precisamos compreender as novas relações de trabalho criadas pelas plataformas digitais sem abandonar as garantias sociais conquistadas ao longo da nossa história. É essa voz que quero representar na Câmara dos Deputados.
Deu certo em Maricá. Vai dar certo no Rio de Janeiro. Fabiano Horta, deputado federal, 1303.




