Luciana Nery tem 46 anos, é mãe, mulher negra, periférica e trabalhadora autônoma. Tornou-se mãe aos 16 anos e construiu sua trajetória enfrentando as dificuldades de quem precisou trabalhar cedo e buscar oportunidades para sustentar a família. Há cerca de 30 anos atua como cabeleireira e mantém contato direto com a população. Agora, é candidata a deputada federal para defender educação, igualdade social, segurança pública e mais oportunidades para quem ainda enfrenta barreiras para acessar seus direitos.
Quem é Luciana Nery e por que você é candidata nas eleições de 2026?
Eu sou Luciana Nery, tenho 46 anos e sou mãe do João Victor. Eu me considero uma potência como mulher porque sei tudo o que precisei enfrentar para chegar até aqui.
Fui mãe ainda adolescente, aos 16 anos, e naquela época encontrei uma realidade muito difícil. Hoje, vejo que as jovens têm mais oportunidades e podem encontrar caminhos que não estavam disponíveis para mim naquele momento.
É também por isso que estou na política. Quero contribuir para que minhas netas, minhas bisnetas e as próximas gerações encontrem uma realidade diferente, principalmente as mulheres negras, pobres e periféricas, que ainda enfrentam muito mais dificuldades para conquistar oportunidades.
Acredito que políticas públicas e projetos sociais são fundamentais para abrir portas e garantir que essas pessoas não sejam deixadas à própria sorte.
Conte um pouco da sua trajetória pessoal e profissional antes da política. O que nela explica por que você decidiu ser candidata agora?
Minha trajetória foi construída com muito trabalho. Ser mãe adolescente significou enfrentar uma série de dificuldades em uma época em que eu não tinha acesso a cursos profissionalizantes e outras oportunidades que pudessem me ajudar a conseguir um emprego melhor e sustentar meu filho.
Sou trabalhadora autônoma e trabalho como cabeleireira há cerca de 30 anos. Nunca tive uma vida fácil e sempre precisei correr atrás das minhas próprias oportunidades.
O que me trouxe até aqui foi justamente o meu cotidiano, a experiência de ser uma mulher negra, pobre, periférica e trabalhadora. Quero chegar ao Congresso para que a minha voz e a voz de pessoas que vivem uma realidade semelhante também sejam ouvidas.
Também quero contribuir para que tenhamos mais pessoas negras dentro do Congresso Nacional, participando diretamente da construção das leis e das políticas públicas.
Qual foi o maior desafio que você já enfrentou e como essa experiência vai influenciar seu trabalho como parlamentar?
Chegar até uma candidatura já representa um grande desafio para mim. Não vim de uma família tradicional da política e não tive uma estrutura política que simplesmente me colocasse nesse lugar. Cheguei até aqui pela minha história e pela minha luta diária.
Sei o que significa criar um filho sendo muito jovem, trabalhar por conta própria e precisar construir oportunidades praticamente do zero.
Essa experiência vai estar presente na minha atuação parlamentar. Quero trabalhar para que outras pessoas tenham acesso à formação profissional, ao emprego, à educação e às oportunidades que muitas vezes faltaram na minha trajetória.
Quais serão as três prioridades do seu mandato?
A primeira prioridade será a educação. Precisamos garantir uma educação de qualidade para que os jovens tenham oportunidades reais no futuro e possam contribuir para o desenvolvimento do Brasil por meio do estudo, da pesquisa e do conhecimento.
A segunda será a igualdade social. Pessoas negras, pobres e periféricas ainda enfrentam mais dificuldades para acessar direitos e oportunidades. Precisamos reduzir essas desigualdades e construir condições mais justas para todos.
A terceira prioridade será a segurança pública. Não podemos continuar vivendo com medo de sair de casa e não voltar. Segurança é um direito e precisa ser tratada com a importância que merece.
Educação, igualdade social e segurança pública serão três pontos fundamentais da minha atuação.
Na sua visão, qual é hoje o maior desafio do Rio de Janeiro e qual é a sua proposta prática para enfrentá-lo?
Acredito que o Rio de Janeiro precisa renovar a forma de fazer política e colocar nesses espaços pessoas que conheçam de verdade a realidade da população.
Sou uma mulher negra, pobre, periférica, trabalhadora e autônoma. Sempre vivi com pouco e precisei trabalhar todos os dias para construir minha vida. Quero levar essa experiência para a política e trabalhar com honestidade e responsabilidade.
Precisamos de projetos eficazes para melhorar a educação, a saúde e a segurança pública. Temos condições de fazer o sistema funcionar melhor quando existe compromisso com aquilo que é correto e com as necessidades reais da população.
Como você pretende manter um diálogo direto e transparente com a população ao longo de todo o mandato e não apenas no período eleitoral?
O contato com as pessoas já faz parte da minha vida. Trabalho como cabeleireira há cerca de 30 anos e lidar diretamente com o público sempre esteve presente na minha rotina.
Acredito que esse diálogo precisa acontecer de forma natural. Quero continuar nas ruas, ouvindo as pessoas e conhecendo de perto aquilo que elas precisam.
Já venho desenvolvendo esse trabalho em Anchieta e quero que ele continue durante todo o mandato. Se eu for eleita, a população fará parte da construção das propostas e da própria atuação parlamentar.
Não quero construir um mandato distante das pessoas. Quero ouvir, conversar e construir junto.
Por que o eleitor deve confiar o voto em você em 2026 e o que pode esperar da sua atuação no dia a dia?
Quero que o eleitor me dê essa oportunidade sabendo que vou cuidar desse mandato com a mesma responsabilidade com que cuido da minha família, do meu trabalho e da minha própria vida.
Todos nós temos direito à educação, à saúde, ao lazer e a oportunidades. Quero trabalhar para que esses direitos possam chegar a mais pessoas.
Como deputada, quero construir propostas junto com a população, apresentar projetos, trabalhar com emendas e defender no Congresso aquilo que realmente possa melhorar a vida do povo brasileiro.
Quero representar quem conhece de perto as dificuldades, quem trabalha todos os dias e quem ainda precisa lutar muito para ter acesso às mesmas oportunidades.




