Celso Pansera é professor, gestor público e ex-deputado federal, com uma trajetória ligada à Baixada Fluminense, à ciência, à tecnologia e ao desenvolvimento do país. Foi ministro, presidiu a Finep e participou da equipe de transição do presidente Lula em 2022. Agora, é candidato novamente à Câmara dos Deputados para contribuir com o fortalecimento da ciência brasileira, a geração de empregos, a melhoria do sistema político e a construção de políticas públicas para o Rio de Janeiro.
Você já foi deputado federal, ministro e presidente da Finep. Como essa trajetória te preparou para voltar à Câmara dos Deputados?
Minha trajetória como gestor público, professor e alguém que vive na Baixada Fluminense me preparou muito para esse novo desafio. Ao longo dos anos, exerci cargos de grande responsabilidade, trabalhei com orçamentos complexos e participei de decisões importantes para o país.
O período em que fui deputado federal também foi fundamental para a minha formação política. Todas essas experiências me tornaram um cidadão mais sensível e mais preparado para enfrentar os grandes desafios do Brasil e do Rio de Janeiro.
Acredito que estamos em um momento em que precisamos requalificar a bancada do nosso estado e ajudar o presidente Lula a continuar mudando o Brasil. Me sinto plenamente preparado para voltar à Câmara dos Deputados.
Você abriu mão do cargo de ministro para reassumir seu mandato de deputado e votar contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Por que tomou essa decisão e o que ela representa na sua trajetória?
Esse foi um dos momentos mais marcantes da minha vida política. Sempre fiz política desde muito jovem, mas aquele momento foi um verdadeiro divisor de águas para o Brasil.
Estava em curso um processo contra a primeira mulher eleita presidenta do país e eu não poderia compactuar com aquilo. Não havia outro caminho para mim senão reassumir meu mandato e lutar contra o impeachment.
Essa decisão marcou profundamente a minha trajetória e também reposicionou meu pensamento político. Hoje, olhando para aquele período, tenho ainda mais convicção de que tomei a decisão correta. Defender Dilma naquele momento era, para mim, essencial para o Brasil.
Você participou da equipe de transição do presidente Lula em 2022 e depois presidiu a Finep entre 2023 e 2025. O que essa experiência mostrou sobre o papel da ciência, da tecnologia e da inovação no desenvolvimento do Brasil?
Durante os anos anteriores à volta do presidente Lula, o Brasil viveu uma forte redução dos investimentos em ciência e um desmonte da infraestrutura científica do país. Quando analisamos esse período, vemos uma queda muito significativa dos recursos destinados ao setor.
Voltar a participar da construção do programa de governo do presidente Lula na área da ciência, integrar a equipe de transição e depois assumir a Finep foi uma grande responsabilidade e também uma oportunidade de contribuir para a reconstrução dessa infraestrutura.
Conseguimos retomar investimentos e participar do fortalecimento de iniciativas como a Nova Indústria Brasil, que busca recuperar a indústria brasileira e gerar mais e melhores empregos.
Ciência, tecnologia e inovação não podem ser vistas como temas isolados. Elas são fundamentais para o desenvolvimento econômico, para a indústria, para a geração de empregos e para o futuro do país.
Quais serão as três prioridades do seu mandato como deputado federal?
A primeira será trabalhar para que o Brasil alcance o investimento de 2% do PIB em ciência, tecnologia e inovação. Esse é um compromisso assumido pelo presidente Lula para 2034 e precisamos construir, no Congresso, as condições e as leis necessárias para chegar a esse patamar.
A segunda prioridade será contribuir para melhorar o sistema político brasileiro. Em 2017, fui um dos relatores da legislação eleitoral que instituiu a cláusula de barreira, ajudando a reduzir o número de partidos. Agora, acredito que precisamos avançar mais. Defendo o voto facultativo e quero levar esse debate para Brasília.
A terceira será participar da Frente Parlamentar pela Tarifa Zero no transporte público. Quero trabalhar com parlamentares de diferentes estados pela criação de um fundo nacional para o transporte coletivo e pela implantação gradual da tarifa zero nos grandes centros urbanos.
Na sua visão, qual é hoje o maior desafio do Rio de Janeiro e o que um deputado federal pode fazer, na prática, para ajudar a enfrentá-lo?
O Rio de Janeiro possui uma forte dependência de recursos federais, seja por meio das receitas do petróleo, das participações especiais ou dos repasses de impostos. Por isso, os deputados federais têm um papel muito importante na relação entre o estado e o governo federal.
Quero trabalhar junto ao presidente Lula para ajudar o Rio de Janeiro a recuperar sua economia, garantir as receitas necessárias para o funcionamento do estado e criar condições para gerar desenvolvimento.
Outro desafio fundamental é a segurança pública. Precisamos construir políticas estratégicas de combate à violência e de retomada dos territórios, com uma atuação articulada entre os governos federal e estadual.
O deputado federal pode ajudar tanto na garantia dos recursos necessários quanto na construção de políticas capazes de enfrentar esses problemas de forma estruturada.
Depois de tantas experiências na vida pública, por que você decidiu ser candidato novamente em 2026 e por que o eleitor deve confiar o voto em você?
Faço política desde muito jovem. Vim para o Rio de Janeiro por causa da militância, participei do movimento estudantil e depois fui morar na Baixada Fluminense para ajudar na construção da Central Única dos Trabalhadores. Minha vida sempre esteve muito vinculada à política.
Agora, chegando aos 60 anos, acredito que posso voltar ao Parlamento levando toda a experiência que acumulei como professor, gestor público, parlamentar e cidadão da Baixada Fluminense.
Quero colocar essa experiência a serviço do Brasil e do Rio de Janeiro. Acredito que posso contribuir muito com o presidente Lula, com o desenvolvimento do nosso estado e com a construção de políticas públicas que melhorem a vida da população.
Tenho confiança de que os eleitores vão olhar para a minha trajetória, para o trabalho que já realizei e para as propostas que apresento e saberão confiar novamente o voto em mim.
Celso Pansera, deputado federal 1380.




