Carlos Santana é morador da Zona Oeste do Rio de Janeiro, ferroviário, sindicalista e professor universitário. Foi presidente do Sindicato dos Ferroviários do Rio de Janeiro, presidente da CUT no estado e exerceu cinco mandatos como deputado federal. Sua trajetória política foi construída a partir das lutas dos trabalhadores e dos aposentados. Agora, é candidato novamente à Câmara dos Deputados para defender direitos, fortalecer as empresas estatais e contribuir para a geração de empregos no Rio de Janeiro e no país.
Quem é Carlos Santana e por que você é candidato nas eleições de 2026?
Carlos Santana é um morador da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Sou sindicalista, fui presidente do Sindicato dos Ferroviários do Rio de Janeiro, presidente da CUT no estado e tive cinco mandatos como deputado federal.
A minha trajetória sempre esteve ligada à defesa dos trabalhadores, dos aposentados e à geração de emprego no nosso país. Também sempre lutei contra qualquer tipo de injustiça que atinja a sociedade brasileira.
Sou professor universitário e continuo na luta por melhores condições de vida para o povo, principalmente para quem vive nas periferias. É por isso que decidi ser candidato novamente.
Conte um pouco da sua trajetória pessoal e profissional antes da política. O que nela explica por que você decidiu ser candidato agora?
Eu vim para o Rio de Janeiro com oito anos de idade. Sou capixaba, nascido em Vila Velha, e tive a oportunidade de estudar na escola da Rede Ferroviária Federal. Entrei na ferrovia aos 15 anos e, aos 18, me tornei profissional.
Foi também na ferrovia que comecei a participar das lutas no local de trabalho. Aos 24 anos, me tornei presidente do Sindicato da Central do Brasil, um dos maiores sindicatos de ferroviários do país.
Travamos muitas lutas e conquistamos importantes vitórias. Aos 28 anos, me tornei presidente da Central Única dos Trabalhadores no Rio de Janeiro. Em 1989, participamos de uma grande greve geral que paralisou o estado.
Essa trajetória me levou à Câmara dos Deputados. Tenho muito orgulho de ter exercido cinco mandatos, durante 20 anos, sempre tendo como prioridade a defesa dos trabalhadores e dos aposentados.
É por isso que quero retornar a Brasília: para continuar essa luta, defender as empresas estatais, os trabalhadores, os aposentados e também representar a Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde eu moro.
Qual foi o maior desafio que você já enfrentou e como essa experiência vai influenciar o seu trabalho como parlamentar?
Um dos primeiros grandes desafios aconteceu no início dos anos 1990, durante as demissões em massa de trabalhadores das empresas estatais no governo Collor. Nós lutamos durante muitos anos até conseguir o retorno desses trabalhadores aos seus empregos.
Hoje, uma das lutas que considero centrais é pela situação dos trabalhadores demitidos da Eletrobras durante o governo Bolsonaro, além dos trabalhadores da BR Distribuidora e da Liquidez.
Outra prioridade é a revitalização da construção naval no estado do Rio de Janeiro. Temos estaleiros que precisam voltar a funcionar. Quero retornar a Brasília para buscar recursos e ajudar a recuperar esse setor, gerar empregos e voltar a produzir no nosso estado.
Quais serão as três prioridades do seu mandato?
A primeira será a defesa dos trabalhadores. Dessa eu não abro mão, porque também sou trabalhador e toda a minha trajetória foi construída nessa luta.
A segunda será a defesa dos aposentados. Precisamos garantir direitos e condições dignas para quem trabalhou durante toda a vida.
E a terceira será a geração de empregos. O Rio de Janeiro precisa voltar a gerar oportunidades em diferentes setores da economia, com atenção especial à construção civil e à construção naval.
Na sua visão, qual é hoje o maior desafio do Rio de Janeiro e qual é a sua proposta prática para enfrentá-lo?
Um dos maiores desafios do Rio de Janeiro é a segurança pública. E enfrentar esse problema exige investimento. Quero ir a Brasília também para buscar recursos que possam fortalecer as políticas de segurança no nosso estado.
Mas segurança não se resolve apenas com policiamento. Precisamos investir na formação das pessoas e na educação. Defendo o ensino integral nas escolas, para que crianças e jovens tenham acesso à educação, à cultura, às artes e à formação profissional.
É por meio da educação e da geração de oportunidades que também podemos enfrentar os problemas da segurança pública. Precisamos de recursos para construir uma política séria, capaz de melhorar a vida das pessoas e enfrentar a situação que vivemos hoje no estado.
Como você pretende manter um diálogo direto e transparente com a população ao longo de todo o mandato e não apenas no período eleitoral?
Pretendo continuar fazendo aquilo que já faço. Estou dentro das comunidades, dou aulas nesses territórios e minha trajetória sempre foi construída perto das pessoas.
Estou nos campos de futebol, no samba, nas favelas e nas comunidades. Moro em Bangu, na Zona Oeste, e convivo diariamente com a realidade da periferia do nosso município.
Eu não conheço os problemas da população de longe. Vivo em uma região onde as pessoas enfrentam diariamente diferentes dificuldades. É assim que quero continuar atuando: presente, ouvindo e acompanhando de perto a realidade das comunidades.
Por que o eleitor deve confiar o voto em você em 2026 e o que pode esperar da sua atuação no dia a dia?
O eleitor conhece a minha trajetória. Durante os 20 anos em que estive em Brasília, mantive a defesa dos trabalhadores e dos aposentados como prioridade do meu mandato.
Quero retornar para continuar fazendo esse trabalho, defender direitos, lutar pela geração de empregos e representar quem mais precisa de voz no Congresso Nacional.
Por isso, peço o seu voto e a sua confiança para continuar essa trajetória de luta pelos trabalhadores, pelos aposentados e pelo povo do Rio de Janeiro.




