Berriel é sindicalista e atua há quase 30 anos na organização e defesa dos trabalhadores. Sua trajetória está ligada especialmente aos profissionais da saúde e à luta por reconhecimento, emprego e melhores condições de trabalho. Agora, é candidato a deputado estadual com propostas voltadas à valorização dos servidores, à realização de concursos públicos, à mobilidade urbana na Baixada Fluminense, à fiscalização dos recursos públicos e à segurança.
Quem é Berriel e por que você é candidato nas eleições de 2026?
Sou sindicalista há quase 30 anos e construí minha trajetória na luta pelos trabalhadores. Ao longo desse caminho, participei de mobilizações que ajudaram nossa categoria a conquistar reconhecimento e organização em todo o país.
Acredito que posso ampliar essa atuação dentro da Assembleia Legislativa, defendendo os trabalhadores da saúde e da educação e enfrentando a precarização do serviço público.
Também quero exercer um papel forte de fiscalização. Uma das propostas que pretendo levar para a Alerj é investigar a destinação dos recursos obtidos com a venda da Cedae, porque considero fundamental que a população saiba como esse dinheiro foi utilizado.
Conte um pouco da sua trajetória pessoal e profissional antes da política. O que nela explica por que você decidiu ser candidato agora?
Foi principalmente a luta sindical que me mostrou a importância da organização dos trabalhadores. Aprendi que cada categoria precisa participar diretamente da defesa dos seus direitos e não esperar que outras pessoas façam isso por ela.
Essa experiência me levou para a política e fortaleceu minha vontade de lutar por mudanças, pela valorização de quem trabalha e por uma sociedade mais justa e fraterna.
Qual foi o maior desafio que você já enfrentou na sua área de atuação e como essa experiência vai influenciar seu trabalho como parlamentar?
Um dos momentos mais difíceis aconteceu quando toda a minha categoria foi demitida. Na época, eu estava em Brasília quando recebemos a notícia.
Nós resistimos durante quatro anos, três meses e 27 dias. Chegamos a permanecer cerca de um ano e meio acampados, lutando pela volta ao trabalho e pelo direito ao emprego.
Essa experiência me ensinou muito sobre resistência e persistência. Conseguimos atravessar aquela luta e isso me deu ainda mais coragem para continuar na política e defender quem precisa enfrentar situações semelhantes.
Quais serão as três prioridades do seu mandato?
Uma prioridade será a valorização do serviço público, principalmente nas áreas de saúde e educação. Quero defender a realização de concursos públicos e combater a precarização das relações de trabalho.
Outra prioridade será a mobilidade urbana na Baixada Fluminense. A região enfrenta dificuldades históricas de deslocamento e muitos projetos importantes permanecem apenas no papel. Precisamos cobrar investimentos e soluções que melhorem a circulação entre os municípios.
A terceira será a fiscalização dos recursos públicos. Quero propor uma CPI para investigar a destinação dos recursos relacionados à venda da Cedae e esclarecer como esse dinheiro foi utilizado.
Na sua visão, qual é hoje o maior desafio do Rio de Janeiro e qual é a sua proposta prática para enfrentá-lo?
Um dos maiores desafios é a violência. Temos diferentes formas de criminalidade e precisamos reorganizar a política de segurança pública para oferecer uma resposta mais eficiente à população.
Também precisamos valorizar a carreira policial, garantir condições adequadas de trabalho e salários dignos.
Defendo ainda uma integração maior entre Polícia Civil e Polícia Militar. Precisamos pensar uma estrutura em que as forças de segurança atuem de maneira mais coordenada para enfrentar o crime e atender melhor os territórios.
Como você pretende manter um diálogo direto e transparente com a população ao longo de todo o mandato e não apenas no período eleitoral?
Quero construir um gabinete popular, presente nas ruas, praças e feiras, conversando diretamente com as pessoas.
As redes sociais também serão importantes para chegar a diferentes regiões, mas o mandato precisa estar fisicamente nos territórios, ouvindo sugestões, opiniões e também críticas.
A crítica é importante porque ajuda a perceber onde estamos errando e a corrigir o caminho. Quero que esse diálogo seja uma prática permanente do mandato.
Por que o eleitor deve confiar o voto em você em 2026 e o que pode esperar da sua atuação no dia a dia?
Minha trajetória mostra como enfrento as dificuldades. Quando minha categoria passou por um dos momentos mais difíceis de sua história, nós não abandonamos a luta. Permanecemos organizados, acampados e mobilizados até conseguir avançar.
É essa mesma disposição que quero levar para a Assembleia Legislativa: alguém presente, disposto a lutar diariamente e a defender aquilo em que acredita.
Quero contribuir para um Rio de Janeiro mais seguro, com mais educação, mais saúde e melhores condições de vida para a população.
Berriel, candidato a deputado estadual, 13513. Coragem para mudar.




