João Panayotis Damatis vem de uma família de imigrantes gregos e conhece de perto as dificuldades enfrentadas por quem tem pouco. Nascido em São José dos Campos e criado em Angra dos Reis, é pai de cinco filhas e decidiu entrar para a política para defender quem é humilhado, oprimido e passa por necessidades. Agora, é candidato a deputado estadual pelo PT, com o número 13113, para lutar pela redução das desigualdades, pelas crianças, pelos idosos e por mais oportunidades para a juventude.

Quem é Panayotis do Lula e por que você é candidato nas eleições de 2026?

Há muito tempo eu sonho em entrar no PT, e consegui. Muitos podem achar estranho, mas estou aqui porque Papai do Céu me colocou aqui.

Muitas coisas aconteceram para que eu não estivesse aqui, mas eu consegui chegar. E eu gostaria de defender você pelo PT.

Conte um pouco da sua trajetória pessoal e profissional antes da política. O que explica por que você decidiu ser candidato agora?

Eu venho de uma família de imigrantes. Meu pai veio para o Brasil fugindo da Segunda Guerra Mundial. Meu pai era grego e já faleceu. Minha mãe também é grega e ainda está viva. Eles se conheceram em São Paulo, casaram-se e foram para Angra dos Reis.

Eu nasci em São José dos Campos. No início da trajetória do meu pai, nós passamos por muitas dificuldades. Eu sei o que é não ter dinheiro e ser pobre.

Estou hoje na política para defender aquele que é humilhado, aquele que é oprimido e aquele que já passou por necessidades. Esse é um dos grandes motivos pelos quais sou fã do nosso querido presidente Lula. Essa é a maior história da minha vida.

Qual foi o maior desafio que você já enfrentou e como essa experiência vai influenciar seu trabalho como parlamentar?

Como parlamentar, vou me lembrar das coisas da minha infância, de quando nós não tínhamos dinheiro. Eu gostaria de diminuir as injustiças e de pensar naquele que é mais fraco.

Então, como parlamentar, eu quero trabalhar para diminuir a desigualdade.

Quais serão as três prioridades absolutas do seu mandato no primeiro ano?

Eu sou pai de cinco filhas. Casei depois de uma certa idade, não casei novo. Por isso, as prioridades serão as crianças e os idosos.

Eu gostaria de ampliar a Tarifa Zero, se puder. Também quero escolas técnicas e creches em todos os lugares que precisem. Quero que as creches tenham um horário mais estendido e câmeras para que o papai e a mamãe possam acompanhar de casa o que está acontecendo com o seu filhinho ou com a sua filhinha.

O idoso, que eu já sou quase — dizem que já sou porque tenho até carteirinha —, também precisa de um tratamento especial.

Uma coisa que acho absurda é o banco deixar as pessoas esperando horas e horas para serem atendidas. Às vezes, elas chegam lá e nem conseguem resolver o problema. O idoso merece uma atenção especial, principalmente nos órgãos públicos.

Na sua visão, qual é hoje o maior desafio do Rio de Janeiro e qual é a sua proposta prática para enfrentá-lo?

O Rio de Janeiro enfrenta a criminalidade. Um jovem que quer paquerar acha que precisa ter dinheiro, carro ou moto. Quando ele entra para o crime, coloca um fuzil nas costas, uma arma na cintura e vira o galã do pedaço.

Como nós podemos tirar essa visão da cabeça do jovem? Criando escolas técnicas nas comunidades, dando oportunidades e evitando que o papai, a mamãe, o titio, a titia, o irmão ou a irmã percam um ente querido para o crime. Nós sabemos que esses jovens acabam tendo uma vida curta.

Como você pretende manter um diálogo direto e transparente com a população durante todo o mandato, e não apenas no período eleitoral?

Eu tenho o mesmo telefone e o mesmo número há mais de 30 anos. Nunca mudei. Quem me conhece sabe.

Eu acho, penso e acredito que um deputado, um vereador, um prefeito ou um governador precisa ir aonde a comunidade está. Não adianta ficar protegido e sumir.

O parlamentar tem que ir aonde o problema está e aonde a comunidade precisa dele. Mesmo que tire um dia da semana para resolver um problema em uma comunidade ou em outro lugar que necessite, ele precisa estar presente. Não pode ficar lá no ar-condicionado.

É isso que penso, é nisso que acredito e é isso que deve ser feito.

Por que o eleitor deve confiar o voto em você em 2026 e o que pode esperar da sua atuação no dia a dia?

Por que você deve confiar o seu voto em mim? Eu falo palavrão, olho nos olhos e sou conhecido como um cara — a palavra é feia — escroto.

Então, o meu voto é em você. Não é só você que vai votar em mim. Eu confio em você para me ajudar a te ajudar.