Renato Machado é filho de pescador, pastor evangélico e construiu sua trajetória profissional primeiro na construção civil e, depois, na gestão pública. Em Maricá, atuou como chefe de gabinete, secretário de Governo, secretário de Obras e dirigente de uma autarquia municipal. Eleito deputado estadual, agora disputa a reeleição com propostas voltadas ao meio ambiente, à despoluição da Baía de Guanabara, aos projetos sociais, à segurança pública e à fiscalização do poder público.

Quem é Renato Machado e por que você é candidato nas eleições de 2026?

Sou filho de pescador, pastor evangélico e tenho uma história de muita luta. Entrei para a política com o objetivo de melhorar a vida das pessoas e tive a oportunidade de participar de uma experiência de gestão pública em Maricá que marcou profundamente a minha trajetória.

Agora, como candidato à reeleição para deputado estadual, quero ampliar esse trabalho e contribuir para levar políticas que transformem a vida das pessoas para outras regiões do Rio de Janeiro.

Conte um pouco da sua trajetória pessoal e profissional antes da política. O que nela explica por que você decidiu ser candidato?

Minha história começou com muitas dificuldades. Aos sete anos, eu já ajudava minha mãe cortando palha para que ela fizesse esteiras. Essa infância me ensinou muito sobre trabalho e sobre a realidade de quem mais precisa.

Aos 18 anos comecei a trabalhar na construção civil e, aos 20, já empreendia nessa área. Em 2008, fui convidado a participar do Partido dos Trabalhadores em Maricá e comecei uma trajetória na gestão pública.

Fui chefe de gabinete, secretário de Governo, secretário de Obras e também presidi uma autarquia municipal. Essa experiência me permitiu acompanhar de perto a execução de obras e políticas que mudaram a infraestrutura e a qualidade de vida da cidade. Foi esse caminho que me levou depois à Assembleia Legislativa.

Qual foi o maior desafio do seu primeiro mandato e como essa experiência vai influenciar sua atuação daqui para frente?

Um dos primeiros desafios foi entender a diferença entre atuar no Executivo e no Legislativo. Como secretário, eu estava acostumado a ter uma capacidade mais imediata de executar ações. Na Assembleia, o trabalho envolve construir leis, fiscalizar, disputar orçamento e dialogar com diferentes instituições.

Também foi um mandato atravessado por crises políticas e por investigações envolvendo integrantes da própria Assembleia. Na minha avaliação, isso prejudicou a imagem do Parlamento e dificultou o trabalho de quem queria discutir políticas públicas e fiscalização do governo.

Além disso, a bancada do PT era pequena, o que também limitava nossa capacidade de construir determinadas pautas. Tudo isso me deu mais experiência sobre como atuar dentro da Alerj e sobre a importância de fortalecer a fiscalização e a responsabilidade parlamentar.

Quais serão as prioridades de um novo mandato?

O meio ambiente será uma prioridade. Sou formado em Gestão Ambiental, venho de uma família ligada à pesca e tenho uma relação muito forte com essa pauta.

Quero concentrar esforços na despoluição da Baía de Guanabara e no enfrentamento aos impactos causados pelo descarte irregular de resíduos e chorume. Recuperar a Baía significa proteger o meio ambiente, mas também proteger milhares de pessoas que dependem dela para trabalhar e viver.

Outra frente importante será o esporte. Quero fortalecer projetos sociais dentro das comunidades e periferias, utilizando o esporte também como uma ferramenta de inclusão e criação de oportunidades.

Na sua visão, quais são hoje os maiores desafios do Rio de Janeiro?

Um dos desafios é fortalecer a fiscalização e enfrentar práticas de corrupção dentro do poder público. O Rio de Janeiro passou por sucessivas crises políticas, e acredito que a Assembleia precisa exercer de maneira firme seu papel de fiscalização.

Outro desafio fundamental é a segurança pública. A população não pode continuar convivendo com territórios controlados pelo tráfico ou pela milícia e tendo sua rotina condicionada pelo crime organizado.

Precisamos recuperar a presença do poder público nesses territórios e garantir que as pessoas tenham liberdade para trabalhar, circular e voltar para casa sem medo. A segurança precisa voltar a ser uma responsabilidade efetiva do Estado.

Como você pretende manter um diálogo direto e transparente com a população ao longo de todo o mandato?

Estar perto das pessoas sempre fez parte da minha forma de fazer política. Há muitos anos frequento comunidades, acompanho projetos sociais e converso diretamente com a população. Fiz isso antes de ser deputado e continuei fazendo durante meu primeiro mandato.

Para mim, quem escolhe a vida pública precisa gostar de gente e estar disposto a ouvir. Não acredito em mandato distante da população.

Quero continuar presente nas comunidades, acompanhando os problemas de perto e mantendo esse diálogo durante todo o mandato. Essa proximidade não pode existir apenas na época da eleição.

Por que o eleitor deve confiar novamente o voto em você em 2026 e o que pode esperar da sua atuação no dia a dia?

Acredito que a confiança vem da minha história e do trabalho que já realizei. Venho de uma família trabalhadora e sei o que significa acordar cedo, chegar tarde em casa e lutar diariamente para construir uma vida melhor.

Quem acompanhou meu primeiro mandato sabe da disposição que tenho para trabalhar e estar próximo das pessoas. Nem sempre é possível resolver todas as demandas, mas vontade de trabalhar e buscar soluções nunca me faltou.

Quero continuar honrando a confiança de quem acredita no nosso trabalho, com presença nas comunidades, disposição para ouvir e compromisso para buscar resultados para o estado do Rio de Janeiro.