Léo CDD é morador da Cidade de Deus e construiu sua trajetória profissional entre a formação técnica e o trabalho na área naval. Aos 55 anos, decidiu colocar seu nome à disposição para representar as comunidades e defender pautas como inclusão das pessoas autistas, valorização dos trabalhadores, educação, cultura e esporte. Agora, é candidato a deputado federal porque acredita que quem conhece de perto a realidade das periferias precisa também participar da construção das políticas públicas.

Quem é Léo CDD e por que você é candidato nas eleições de 2026?

Eu sou Léo CDD, morador da Cidade de Deus, onde construí grande parte da minha história. Tenho 55 anos e sou candidato porque quero representar os sonhos das pessoas que mais precisam e das comunidades que muitas vezes não têm suas demandas ouvidas.

Quero lutar pelas pessoas autistas, pelos rodoviários, pelas mulheres e pela educação. Também acredito muito na formação de professores e em políticas capazes de construir um futuro melhor para as nossas crianças e jovens.

Minha candidatura nasce da vontade de representar não apenas a Cidade de Deus, mas as comunidades que precisam de mais dignidade, respeito e oportunidades.

Conte um pouco da sua trajetória pessoal e profissional antes da política. O que nela explica por que você decidiu ser candidato agora?

Minha trajetória profissional começou ainda jovem. Minha mãe me colocou em uma instituição de formação na Cidade de Deus, onde fiz preparação profissional na área de serralheria. Depois fui para a Marinha, onde permaneci durante três anos e comecei a trabalhar na área de tecnologia militar e estrutura naval.

Mais tarde, trabalhando em uma empresa terceirizada, vivi uma situação relacionada aos direitos dos trabalhadores. Questionei aquilo que considerava injusto e acabei sendo demitido. Foi nesse período que, durante uma conversa com um amigo em um café da manhã, ouvi que minha trajetória poderia servir para lutar pelo povo.

Aquela conversa ficou na minha cabeça. Percebi que poderia transformar as experiências que vivi em uma luta coletiva. Procurei o partido, comecei a reunir pessoas da comunidade e decidi colocar meu nome à disposição para representar a Cidade de Deus e outras comunidades.

Qual foi o maior desafio que você já enfrentou na sua área de atuação e como essa experiência vai influenciar seu trabalho como parlamentar?

Um dos grandes desafios da minha trajetória aconteceu durante o período em que trabalhei na área naval. Mesmo não sendo engenheiro, minha habilidade com desenho técnico foi reconhecida e passei a assumir grandes responsabilidades.

Cheguei a trabalhar com uma equipe de centenas de pessoas e participei de projetos importantes, inclusive na reforma de embarcações. Foi uma experiência que me mostrou que, quando existe oportunidade, responsabilidade e confiança, conseguimos desenvolver capacidades que muitas vezes nem imaginávamos possuir.

Levo esse aprendizado para a política. Quero trabalhar para criar oportunidades para quem também precisa mostrar seu potencial, principalmente dentro das comunidades.

Quais serão as prioridades do seu mandato?

Uma das principais prioridades será a inclusão e o atendimento às pessoas autistas e às suas famílias. Precisamos garantir mais apoio, acompanhamento e condições dignas para essas pessoas.

Outra prioridade será a educação. Defendo uma escola que acompanhe a criança durante todo o dia, com atendimento adequado e acesso a profissionais como psicólogos e pediatras. A escola precisa oferecer estrutura para que as famílias tenham segurança e para que as crianças possam se desenvolver plenamente.

Também quero fortalecer o ensino técnico. Precisamos criar oportunidades para que adolescentes tenham acesso à formação profissional e possam chegar ao mercado de trabalho preparados.

Além disso, cultura e esporte precisam caminhar junto com a educação, principalmente nas comunidades, criando novas possibilidades para crianças e jovens.

Na sua visão, qual é hoje o maior desafio do Rio de Janeiro e qual é a sua proposta prática para enfrentá-lo?

Temos vários desafios, entre eles as fake news e a desinformação, mas também precisamos olhar para problemas concretos das comunidades, como educação, segurança e saúde.

Na saúde, precisamos trabalhar para reduzir as filas e melhorar a qualidade do atendimento. É necessário ter profissionais preparados e garantir que as pessoas encontrem um serviço público capaz de responder às suas necessidades.

Também precisamos olhar para a segurança e para a educação de forma integrada. As comunidades precisam de políticas públicas sérias, feitas com profissionalismo e respeito por quem mora nesses territórios.

Como você pretende manter um diálogo direto e transparente com a população ao longo de todo o mandato e não apenas no período eleitoral?

Quero ser a voz do povo. Quem vive dentro de uma comunidade conhece as dificuldades que existem ali e sabe aquilo de que a população precisa.

As comunidades pedem educação, mudança, dignidade e respeito. Essas pessoas trabalham, pagam impostos e ajudam a sustentar o país. Precisam ser tratadas com seriedade e ter seus direitos respeitados.

Meu compromisso é ouvir essas demandas e trabalhar para que elas se transformem em políticas públicas e justiça social. Quero representar as comunidades com responsabilidade e respeito à vida.

Por que o eleitor deve confiar o voto em você em 2026 e o que pode esperar da sua atuação no dia a dia?

Quero representar o sonho de pessoas que precisam ser vistas e respeitadas. Minha luta é para que todos tenham mais dignidade, autonomia e condições humanas de viver e trabalhar.

Penso muito nos trabalhadores, como rodoviários e garis. São profissionais fundamentais para o funcionamento da cidade e do país, mas muitas vezes trabalham sem estrutura adequada, sem um lugar digno para fazer uma refeição ou descansar e sem a valorização salarial que merecem.

Precisamos olhar com mais respeito para esses trabalhadores. São eles que fazem a cidade funcionar todos os dias. Quero lutar por salários mais justos, melhores condições de trabalho e valorização profissional.

Minha candidatura é para fazer a diferença e representar quem conhece de perto essas dificuldades.

Sou Léo CDD, 1325. Minha luta é pela dignidade e pelo respeito à vida.