Adelson Guedes chegou ao Rio de Janeiro em 14 de fevereiro de 1981 e se estabeleceu na Rocinha. Nordestino, trabalhou como porteiro, caseiro e viveu, como ele mesmo diz, “a vida de peão”: uma vida dura, difícil e de muito trabalho. Foi nessa caminhada, convivendo com as necessidades do povo da favela e com as dificuldades de quem sai do Nordeste em busca de uma vida melhor, que encontrou na política um caminho para ajudar as pessoas. Agora, é candidato a deputado federal para defender mais dignidade, saneamento básico, creches, segurança e oportunidades para o povo.
Quem é Adelson Guedes e por que você é candidato nas eleições de 2026?
O Adelson Guedes é um nordestino que chegou aqui no Rio de Janeiro em 14 de fevereiro de 1981 e se estabeleceu na Rocinha. Como todo nordestino, a gente tinha uma missão, um desejo de melhorar as condições de vida. Com muito trabalho e muita luta, a gente foi sobrevivendo.
Estou candidato hoje porque tenho o desejo de lutar e defender uma condição de vida melhor para o nosso povo favelado, que vive em lugares onde falta tudo. A gente não tem saneamento básico, não tem as creches necessárias e não tem mecanismos para melhorar a vida do nosso povo, da nossa gente.
Essa é a razão de eu estar candidato.
Conte um pouco da sua trajetória pessoal e profissional antes da política. O que nela explica por que você decidiu ser candidato agora?
Eu sempre trabalhei como porteiro e também já trabalhei como caseiro. É a vida de peão, uma vida dura, uma vida difícil.
Ao longo da vida, a gente vai aprendendo e também entende que tem a missão de ser solidário e de se compadecer. Quando estamos em uma situação difícil, vemos outras pessoas passando por dificuldades ainda maiores. A gente sofre com o outro.
Por isso, vejo na política um meio, um caminho para amenizar o sofrimento de pessoas que não mereciam estar sofrendo.
Como nordestino, a gente presencia muitas coisas difíceis. É aquele pai sonhador que sai da sua terra com a esperança de melhorar a vida da família. Quando chega à cidade grande, à selva de pedra, muitas vezes não encontra emprego nem tem recursos para se manter. Termina virando morador de rua ou ficando em situação de rua.
A gente precisa ser solidário com essas pessoas e com essas causas. Muitas vezes, critico as secretarias de Ação Social porque não fazem um cadastramento nem uma triagem para saber por qual razão aquela pessoa está naquela situação.
Infelizmente, não existe uma política voltada para saber o que o outro está sofrendo. Precisamos mudar isso para que as ações sociais sejam muito mais objetivas no enfrentamento das causas.
Qual foi o maior desafio que você já enfrentou e como essa experiência vai influenciar o seu trabalho como parlamentar?
Quando fui candidato pela primeira vez, pessoas ligadas ao poder paralelo tentaram me amedrontar. Só que eu nunca tive medo do crime. O meu objetivo era exatamente lutar para criar políticas que impedissem os jovens de cair no mundo do crime.
Isso não me afetou porque nunca tive medo. Na realidade, o crime muitas vezes conta com o seu medo. Se ele coloca terror e você cai naquele terror, fica muito mais difícil enfrentá-lo.
Eu apresentei propostas que, se fossem colocadas em prática, poderiam reduzir o crime em torno de 70% e a corrupção policial em torno de 80%. Estou reapresentando isso em 2026. Uma dessas propostas é a legalização das drogas.
Eu penso o seguinte: se você é maior de idade, você é responsável. Se quer usar, o problema é seu. Compra, paga os seus impostos e faz o que quiser. Se sair da lei, existe a lei para te pegar.
A coisa precisa ser muito simplificada. Nessa história de conservadorismo, ninguém sabe o que eles conservam. Conservar é cuidar. É cuidar das pessoas e dar condições para que elas tenham escolha.
Se Deus deu o livre-arbítrio, por que nós podemos frear o livre-arbítrio? Existe a lei para colocar os limites.
Quais serão as três prioridades do seu mandato?
A minha primeira prioridade é defender a construção de creches para as crianças. Existem mulheres que querem trabalhar, mas não podem porque precisam cuidar dos seus filhos. Elas não conseguem melhorar a própria condição social porque não têm onde deixar as crianças.
Precisamos ter creches em tempo integral para que, a partir dos seis meses, essas crianças tenham um lugar seguro onde possam ficar e ser cuidadas. Vou usar o meu mandato de deputado federal para viabilizar emendas para esse tipo de política.
A segunda prioridade é a segurança. Vou apresentar as minhas propostas porque a gente não pode esperar a violência chegar até nós. Nós é que precisamos ir ao encontro do problema para resolvê-lo. Se esperamos a violência chegar, ela vem com muita força, com muito peso, e depois não conseguimos enfrentá-la.
A terceira prioridade é focar na educação e no primeiro emprego, dando perspectiva aos jovens e fazendo aquele jovem que acha que o crime compensa pensar de outra forma.
Precisamos ter um grande debate, olho no olho, falando uns com os outros e trabalhando culturalmente a ideia de que precisamos ser unidos e respeitar o próximo. O crime não vai compensar jamais.
Na sua visão, qual é hoje o maior desafio do Rio de Janeiro e qual é a sua proposta para enfrentá-lo?
O maior desafio do Rio de Janeiro é a corrupção endêmica que nós temos. Precisamos enfrentar isso de frente, sem medo e sem querer proteger ninguém.
Infelizmente, essa gente também está entranhada na política. Precisamos levar conhecimento aos eleitores para que não votem em pessoas que são articuladoras do crime.
A gente que é de comunidade sabe quem é. Tem o miliciano, o cara ligado à milícia, o cara ligado ao tráfico, que está sempre fazendo aquele intercâmbio entre o poder paralelo e o poder legal. Isso precisa ser quebrado.
Quando se trata de investimentos do governo, eu já levei a ideia de, em vez de procurar apenas as associações de moradores, procurar também os conselhos de moradores. É aquele pessoal que debate a favela, aquelas organizações que não são apadrinhadas.
Precisamos trazer os conselhos de moradores e os conselhos comunitários para debater as políticas. Muitas associações estão a serviço do crime. Quando você leva os projetos e entrega para essas pessoas, elas ficam cada vez mais entranhadas na política e amedrontam lideranças e pessoas de boa-fé que querem participar.
A questão é o poder público parar de ser bandido.
Como você pretende manter um diálogo direto e transparente com a população durante todo o mandato?
Eu pretendo estar na favela. Pretendo estar no beco. Não vou mudar a minha rotina, não vou deixar de abraçar os meus amigos e não vou deixar de proteger os mais pobres.
Vou ser mais simpático, mais amigo e mais próximo. Quando a gente recebe um poder, precisa ser mais simples, mais humano, mais íntegro e mais integrado com a população. Não pode ter nojo da população, como muitos fazem.
A nossa política é estar muito próximo, muito abraçado, muito junto, debatendo, escutando, ouvindo e dialogando. Essa é a razão de eu estar candidato e esses são os meus projetos.
Eu não vou sair da beira da vala, não vou sair da beira do beco e não vou mudar de endereço. Quero dizer a todos que estarei ainda mais próximo.
Serei família de fato. Uma família preocupada em ajudar no que for possível, no que puder, dando carinho e também recebendo carinho. Essa é a minha meta.
Por que o eleitor deve confiar o voto em você em 2026 e o que pode esperar da sua atuação no dia a dia?
O eleitor deve confiar o seu voto a mim porque estou aqui dizendo a verdade. Sou honesto, sou decente, nunca fui orgulhoso, sempre fui solidário e sempre fui amigo. Continuarei sendo amigo.
Vou respeitar o voto de cada um e saber honrar esse voto, fazendo as políticas públicas necessárias dentro daquilo que for possível. E vamos estar sempre discutindo.
Quero essa confiança porque quero olhar nos olhos de cada um e dizer: “Pode confiar. Eu não vou te sacanear jamais. Você é meu amigo, você é minha amiga. Nós somos família, nós somos o povo, nós somos o Brasil, nós somos o Rio de Janeiro, nós somos uma nação.”
Uma nação trabalha unida, um protegendo o outro e fazendo pelo outro.
Estou pedindo o seu voto e não vou decepcionar você, de forma alguma. Vamos votar em Adelson Guedes, 1311 para deputado federal. É a favela em Brasília e o povo em Brasília de fato.
Veja a razão do Lula. Lula é um homem que não teve acesso à educação porque não lhe deram oportunidade. Mas é um homem íntegro, decente, honesto e que ama o povo. O povo o ama porque ele é simples, humilde e se preocupa com o outro.
Esse também é o meu sentimento: humanidade, misericórdia, compaixão e a capacidade de sofrer junto com você, estar com você e me preocupar com você.
Hoje sou pai atípico. Tenho um filho especial, que é uma razão para eu viver correndo atrás. Nunca tive a pretensão de ser rico e não quero ser rico. Quero poder fazer pelo povo, por quem votou, por quem não votou e por quem sempre foi amigo.
Quero cuidar do nosso povo e da nossa gente, no que for possível, no que eu puder e no que estiver ao meu alcance.
Adelson Guedes para deputado federal, 1311. Acredite!




