MG 6983 640x320 - Um País que poderia ser uma das grandes potências globais promoveu sua própria autodestruição

Um País que poderia ser uma das grandes potências globais promoveu sua própria autodestruição

Todos os indicadores divulgados na semana passada foram eloquentes. O rombo fiscal de março, de R$ 24 bilhões, foi o maior da história. A taxa de investimentos, de 1,17% do PIB, é a menor em 50 anos. A produtividade do trabalhor despencou com o avanço da informalidade. E todas as projeções sobre crescimento da economia foram rebaixadas. Esse é o resultado do golpe de 2016, que já entra em seu terceiro ano e produziu a maior tragédia da história do Brasil. Um País que caminhava para ser a quinta maior economia do mundo decidiu promover a sua própria autodestruição, num fenômeno que ainda terá de ser estudado por muitos e muitos anos.

Diversas questões serão colocadas. Como foi possível adestrar manifestoches para que uma presidente honesta fosse substituída por um consórcio de ladrões? Como a burguesia nacional aderiu a um golpe que destruiu o seu próprio mercado interno? Por que analistas econômicos gritavam quando o País tinha desemprego baixo e equilíbrio fiscal e hoje se calam com desocupação recorde e o mais absoluto descontrole das contas públicas? Ignorância, má-fé e preconceito são elementos que compõem a tragédia. Mas, evidentemente, há também o papel do impearialismo, que decidiu promover a destruição do Brasil por meio da colaboração judicial com autoridades locais.

MG 6983 300x200 - Um País que poderia ser uma das grandes potências globais promoveu sua própria autodestruição

No País de hoje, quem tem o poder é rejeitado por 94% dos brasileiros segundo a mais recente pesquisa Ipsos. Paralelamente, aquele que representa a esperança de dias melhores para 31% dos brasileiros, segundo o Datafolha, e mais de 40%, segundo o Vox Populi, está na cadeia. Enquanto isso, os brasileiros vão tocando sua vida de gado. Povo marcado, povo feliz. Os empregos escasseiam, o futuro das próximas gerações parece condenado, milhões voltam à miséria e alguns já retornam até à Idade da Pedra. Dois dados também divulgados na semana passada revelam que 1,2 milhão de pessoas voltaram a queimar lenha para cozinhar e que 6% dos brasileiros moram de favor, porque não conseguem pagar aluguel nem financiamentos imobiliários.

Houve um tempo, no entanto, em que o Brasil era feliz. Um operário, sem educação formal e com nove dedos, governava com 87% de aprovação popular. O Brasil era respeitado, admirado e invejado no mundo inteiro. Esse mesmo personagem era chamado pelo líder do Império de “o cara”. Com a descoberta do pré-sal, o Brasil caminhava para se tornar uma das maiores potências globais, levando um discurso de paz ao mundo, aproximando países da América do Sul e da África. Mas era bom demais para ser verdade. A elite e boa parte da classe média nacional, movidas por seu preconceito, decidiram transformar o Brasil na escória do planeta. O Brasil acaba de abandonar a Unasul. A Petrobras vem sendo esquartejada e entregue aos pedaços. O golpe nos governa e a esperança está aprisionada numa torre em Curitiba.

Um País que poderia ser uma das grandes potências globais promoveu sua própria autodestruição

Leonardo Attuch

Comentários