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Recuperar os vínculos com as periferias e os movimentos sociais

Por Alberto Cantalice (Vice-Presidente Nacional do PT)

 

 

 

 

 

O bombardeio midiático diuturno que sofre o Partido dos Trabalhadores e suas principais lideranças, em especial o ex-Presidente Lula, tem produzido um deslocamento de algumas bases historicamente vinculadas ao PT e aos seus candidatos em direção ao absenteísmo e ao desalento com a política brasileira.

A parcialidade cada dia mais evidente com que parcelas dos organismos de estado tratam as denúncias quando elas envolvem o partido é percebida incontestavelmente pelos mais variados setores da sociedade brasileira. Cresce o número de Juristas, jornalistas e intelectuais dos mais variados matizes que vem debatendo e apontando como nefasto para a consolidação da democracia brasileira, o caráter partidário de amplos setores da mídia, do judiciário e do Ministério Público, que, ao optarem por um lado do espectro político desequilibram o jogo.

Ancorados em uma mídia monopolizada e sem nenhum pudor de demonstrar a quem serve, esses setores do estado escolheram o inimigo a se abater. Não custa lembrar a produção e disseminação de vazamentos seletivos e direcionados veiculados em todos os meios de comunicação. Estes vazamentos contribuíram de maneira decisiva para criar um clima que levasse a deposição da Presidenta Eleita Dilma Roussef e se instalasse no Palácio do Planalto, uma camarilha que dispensa comentários.

Vastos setores da classe média tupiniquim “comprou” o discurso fácil da luta contra a corrupção e embarcou como um pato na velha cantilena dos setores elitistas e conservadores de que era preciso moralizar a política e desinflar o Estado.

Na verdade, por trás dessa discurseira estava embutido o velho conservadorismo, elitismo e patrimonialismo muito presente na história do País, mas que estavam escondidos nos armários da covardia, muito por conta das quatro vitórias consecutivas dos candidatos populares.

É forçoso reconhecer que o baixo grau de politização da nossa sociedade, podem e devem que ser debitado na conta dos governos liderados por Lula e Dilma. Ao optar pela velha e surrada “ilusão de classe” as lideranças petistas abriram o flanco para que os nossos adversários prosperassem.

Agora esses mesmos setores querem decidir a parada interditando o direito do ex-presidente Lula de concorrer em 2018. É importante perceber que esse roteiro faz parte da consolidação do golpe de estado de 2016, que só completaria seu ciclo com o banimento das forças populares.

A candidatura de Lula e a única candidatura que pode reconstruir o país livrando os brasileiros e brasileiras desse verdadeiro desmonte do estado nacional levado à cabo pelo desgoverno Michel Temer.

Caberá às forças democráticas e progressistas repudiar esse verdadeiro ataque a democracia e ao legítimo direito do povo de escolher aquele que melhor representa os seus anseios. O brado que ressoa e galvaniza cada vez mais pessoas é o de que “Eleição sem Lula é fraude!

Torna-se risível e até inconcebível que pela via do tapetão queiram impedir uma liderança inconteste de disputar um pleito eleitoral.

Retomar os vínculos com as periferias e estreitar a participação nos movimentos sociais é uma tarefa primordial para todo militante e filiado dos Partido dos Trabalhadores. Temos que amplificar as denúncias das perseguições que estão submetidas as lideranças e a própria instituição Partido dos Trabalhadores.

Por isso a proliferação dos protestos contra esse “estado de coisas” seja nas ruas, seja nas redes sociais tenderão a ser o combustível que nos fortalecerá e nos levará a uma grande vitória política e eleitoral em qualquer tempo.

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