Marcia e Gabrielli se encontram com empresários do setor naval.

Representantes da indústria naval de vários estados do país se reuniram nesta terça-feira com a pré-candidata ao governo do estado do Rio de Janeiro pelo PT, a professora de filosofia e escritora Marcia Tiburi, para discutir políticas para o setor e apresentar a Agenda do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore – Sinaval, para as eleições de 2018. Estiveram presentes na reunião também o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli, coordenador geral da campanha de Lula à presidência, e Edson Santos, coordenador do programa de governo de Marcia Tiburi.

“A indústria foi desmontada pela lava jato. O efeito desta operação é devastador para o setor”, destacou Gabrielli. “É preciso dar mais transparência e clareza na ação de lobbies de empresas, de forma a dissipar essa imagem de que toda relação entre empresas e fornecedores é uma relação criminosa. É importante um ambiente regulatório que torne a relação entre fornecedores e compradores mais transparente. Tudo isso só é possível num ambiente político favorável. A nosso ver, sem a intervenção do estado, o mercado não irá fazer a recuperação do setor”.

Para o presidente do Sinaval, Ariovaldo Santana da Rocha, uma das demandas da indústria naval é a retomada da política de conteúdo local, fundamental para a recuperação das vagas no setor. “A indústria naval chegou a gerar 80 mil empregos diretos, e hoje, sobretudo no estado do Rio de Janeiro, está dizimada”, lamentou.

“Precisamos propor uma outra história, um outro futuro para o estado do Rio. Não temos solução mágica mas precisamos de saídas urgentes para problemas absolutamente urgentes. É preciso pensar em políticas de médio e longo prazo mas a questão do desemprego é para nós a questão mais urgente, com o crescimento acelerado da pobreza no estado”, disse Marcia Tiburi.

Marcia destacou ainda que é preciso politizar o debate econômico e restabelecer como prioridades a redução da desigualdade e a criação de emprego.

Esse enfrentamento vai exigir de nós muita criatividade e diálogo entre os vários setores para a recriação de cadeias produtivas, nunca esquecendo a centralidade do setor de petróleo e gás para a economia do estado. Nossa pré-campanha já é um ensaio de governo baseado no diálogo“.

 

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