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Gilberto Palmares: em defesa da Escola com Cidadania

Por Gilberto Palmares, Deputado Estadual do PTRJ

É uma defesa da ‘Escola com cidadania’.

A direita preconceituosa tem por hábito se esconder, levantando falsos conceitos. Essa estratégia se repete agora quando tenta jogar areia nos olhos da população com a chamada ‘Escola Sem Partido’.  E para defender sua ideia, mente. Durante a ditadura, o regime militar autoritário partidarizou as escolas com a chamada disciplina de Moral e Cívica. A esquerda democrática, ao contrário, sempre recusou a partidarização do ensino. Defende a autonomia dos educadores e uma educação ampla e libertadora.

GILBERTO PALMARES - Gilberto Palmares: em defesa da Escola com Cidadania

Recentemente, na posse do Sindicato dos Professores do Rio de Janeiro (Sinpro Rio), uma educadora lembrou que crianças, jovens, adolescentes e adultos podem não frequentar vários espaços públicos, como uma unidade de saúde ou uma delegacia, mas jamais deixarão de ter parte significativa de suas vidas, dentro de ambientes escolares.

A Escola com Cidadania reconhece essa evidência. Como reconhece que crianças e adolescentes têm sua formação influenciada pelo convívio com profissionais da educação e com os colegas na escola. Por isso defendemos um projeto pedagógico que ao lado do ensino das disciplinas tradicionais – português, matemática, geografia, história, química e outras – enxergue a escola como espaço de formação mais amplo, onde os valores da democracia, da paz, do respeito a diferença sejam cultivados.

Para não assustar os que dão ouvidos à direita preconceituosa e conservadora, lembramos referências a serem seguidas por todos nós. Valores fundamentais presentes na Constituição de 1988 como a promoção da igualdade, o respeito ao pluralismo e à diversidade.

Significa mostrar a nossos adolescentes e jovens que meninos e meninas têm diferenças, mas tem que ser tratados com igualdade e respeito. Que não é aceitável, como infelizmente se constata com frequência, que namorados agridam namoradas, nas portas de escolas.

Que gordos ou magros, os colegas ao lado são nossos companheiros. Que negros e não negros podem e devem caminhar juntos. Que colegas de religiões diferentes podem se enriquecer mutuamente. Que o colega gay merece respeito e camaradagem como os que são heterossexuais.

É muito importante que façamos um trabalho árduo e difícil, mas cada vez mais necessário, de informação e esclarecimento sobre o papel da educação e da escola na formação humana de todos.
E esclarecer que a esquerda democrática não quer partidos nas escolas. Mas não aceita escolas que não busquem formar cidadãos.

Para a paz, para a solidariedade com seus próximos, para a liberdade, para a diversidade e o pluralismo.

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