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Acompanhe a CPMI da JBS desde o início

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS é uma das CPMIs mais importantes e amplamente divulgadas realizadas neste ano. Instalada no dia 05 de setembro, tem como objetivo principal investigar os acordos de delação premiada na operação Lava-Jato que envolvem os irmãos Joesley e Wesley Batista, herdeiros do frigorífico JBS, e o Ministério Público Federal (MPF), que trazem à tona os fatos que comprovam o ”mercado de delações” da Operação, além de diversas outras irregularidades envolvendo operações realizadas entre a empresa e o BNDES ocorridas entre 2007 e 2016. A CPMI está em sua 16ª reunião e tem como prazo final o dia 22 de dezembro deste ano.

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Confira a retrospectiva de todas as etapas da CPMI, que ainda se desenrola, sessão por sessão:

30/11/2017 – 16º Reunião     (com Tacla Duran)

Um dos depoimentos mais aguardados, o ex-consultor da Odebrecht Rodrigo Tacla Duran expôs os bastidores do mercado de delações premiadas da Lava-Jato, citando inclusive a intervenção de um amigo do juiz Sérgio Moro em uma das delações, além da sugestão feita a ele de contratar um advogado da ”panela de Curitiba” para negociar sua própria delação de uma maneira mais ”favorável”.

 

29/11/2017 – 15º Reunião   (com Marcelo Miller)

Uma das peças-chave da CPMI, o ex-procurador do MPF Marcelo Miller dá seu depoimento. Ele é suspeito de ter orientado a JBS no acordo de delação premiada quando ainda estava no Ministério (Miller deixou o cargo de procurador no MPF no dia 5 de abril para trabalhar na empresa Trench, Rossi e Watanabe Advogados, que, não coincidentemente, tinha a J&F, holding que controla a JBS, como cliente).

 

28/11/2017 – 14º Reunião  (com Joesley Batista)

Reunião conjunta entre a CPMI da JBS e a CPI do BNDES. Dia de um dos depoimentos mais esperados e importantes, o de Joesley Batista, dono da JBS, que também responde por irregularidades envolvendo a empresa e o BNDES. Apesar da expectativa de que seu depoimento pudesse ajudar muito na elucidação dos casos, Joesley se manteve em silêncio na maior parte do tempo, e não respondeu as perguntas dos parlamentares.

 

 

21/11/2017 – 13º Reunião  (Debate com especialistas em direito público)

Audiência pública interativa para discutir os impactos da delação premiada no sistema de justiça criminal brasileiro. Foram convidados para participar dessa audiência o professor da Universidade Federal do Paraná Jacinto Nelson de Miranda Coutinho, o ex-procurador da República Eugênio José Guilherme de Aragão, o professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul Aury Celso Lima Lopes Júnior, e o professor titular de Processo Penal na Universidade Federal de Santa Catarina Alexandre Morais da Rosa.

08/11/2017 – 12º Reunião     (com Wesley Batista)

Mais uma sessão conjunta entre a CPMI da JBS e CPI do BNDES, e outro depoimento importante, o de Wesley Batista, que, juntamente com seu irmão Joesley, é responsável pela holding J&F, dona da JBS.

 

 

31/10/2017 – 11º Reunião    (com Ricardo Saud)

A CPMI ouviu Ricardo Saud, ex-diretor de relações institucionais do grupo J&F. Seu depoimento foi um requerimento dos deputados Paulo Pimenta (PT-RS), João Rodrigues (PSD-SC) e Izalci Lucas (PSDB-DF) e do senador Ataídes de Oliveira (PSDB-TO), presidente da CPMI. Paulo Pimenta lembrou que Saud ficou nacionalmente conhecido como o “homem da mala” por ter sido filmado pela Polícia Federal entregando uma mala com R$ 500 mil para o ex-deputado federal Rocha Loures. Ricardo Saud, porém, também permaneceu calado diante das perguntas feitas pelos parlamentares.

 

25/10/2017 – 10º Reunião    (com Jorge Hereda Fontes)

Foi ouvido o ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda Fontes, que deu detalhes sobre a suposta pressão feita pelo ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, em setembro de 2014, para que ele ”acelerasse” uma operação da estatal do interesse do peemedebista tinha interesse. Ele também falou sobre as acusações que envolvem Fábio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa Econômica e aliado de Cunha, que também assinou acordo de delação premiada.

 

18/10/2017 – 9º Reunião 

Em reunião fechada a pedido do próprio depoente alegando sigilo de informações, foi ouvido o ex-diretor do grupo jurídico da JBS, o advogado Francisco Assis e Silva, que também havia firmado acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República. Em sua delação, Silva acusou o procurador da República Angelo Goulart Villela de receber R$ 50 mil do advogado Willer Tomaz de Souza para repassar informações ao grupo JBS.

 

17/10/2017 – 8º Reunião

A CPMI ouviu Angelo Goulart Vilela, procurador federal acusado de ter se infiltrado na Operação Greenfield, do Ministério Público e da Polícia Federal, em troca do recebimento de suborno da JBS.

 

10/10/2017 – 7º Reunião

Foram ouvidos o ex-diretor do BNDES, José Cláudio Rego Aranha, e a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Maria Fernanda Ramos Coelho (esta última apenas como convidada), ainda para tentar esclarecer se realmente houve pagamento de propina envolvendo operações da JBS com o BNDES, além de possíveis interferências da Caixa no FGTS e em fundos de pensão de empresas públicas.

 

04/10/2017 – 6º Reunião

Respondeu a perguntas o advogado da JBS Willer Tomaz de Souza, acusado na delação premiada do advogado Francisco Assis e Silva de ter pago R$ 50 mil em propina ao procurador da República Angelo Goulart Vilela para que fossem repassadas informações sigilosas à JBS.

03/10/2017 – 5º Reunião

A CPMI ouviu Luciano Coutinho, ex-presidente do BNDES, e Márcio Lobo, advogado dos acionistas minoritários da JBS. Coutinho deu detalhes sobre os empréstimos concedidos à JBS pelo BNDES nos últimos dez anos, que fizeram com que a JBS se tornasse a maior empresa processadora de proteína do mundo. Já Márcio Lobo explicou como eram realizadas as operações de venda de ações da JBS feitas pelos irmãos Wesley e Joesley Batista.

 

 

26/09/2017 – 4º Reunião

Os parlamentares votaram e aprovaram uma série de requerimentos com pedidos de informação e quebra de sigilos telefônico e bancário, entre eles o de Marcelo Miller, além do pedido de dados de ligações telefônicas de Ricardo Saud e Joesley Batista, da JBS. Também foi aprovado um requerimento ao BNDES do levantamento detalhado de todos os empréstimos feitos ao Grupo J&F, além das cópias de todas as transações financeiras com a JBS ou com a J&F, entre os anos de 2007 e 2016.

 

21/09/2017 – 3º Reunião

Também em votação, foram aprovados nesta reunião a convocação dos empresários Joesley e Wesley Batista e o convite ao ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot para depor, além de outros convites e convocações a diversos outros envolvidos nas operações apuradas.

12/09/2017 – 2º Reunião

Em votação, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) foi escolhido para ser o relator da CPMI, o que desagradou a alguns parlamentares e rendeu reações imediatas. 

 

 

05/09/2017 – 1º Reunião

A primeira reunião tratou da instalação da CPMI, onde foram eleitos o Presidente e o Vice-Presidente da Comissão. Foram escolhidos o Senador Ataídes Oliveira e o Senador Ronaldo Caiado, respectivamente.

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